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Qualidade de vida na Esclerose Múltipla: um estudo com pacientes e cuidadores

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Esclerose Múltipla é uma doença crónica que afeta a qualidade de vida dos doentes. Estes doentes necessitam de cuidados prolongados e exigentes. Este estudo analisou as relações entre as variáveis dos doentes e cuidadores na qualidade de vida dos doentes, as variáveis psicológicas moderadoras na relação entre morbilidade psicológica e qualidade de vida do doente, e ainda testou um modelo com a contribuição de todas as variáveis na qualidade de vida dos doentes. Participaram 100 doentes e 72 cuidadores. Verificou-se associações significativas entre as variáveis do doente, idade, número de filhos, grau de incapacidade, duração do diagnóstico, morbilidade psicológica, representações da doença e satisfação marital e a qualidade de vida dos doentes. A situação profissional, grau de parentesco, sobrecarga e sintomatologia ansiosa e depressiva, no cuidador também se associou à qualidade de vida dos doentes. A satisfação marital moderou a relação entre sintomatologia ansiosa e qualidade de vida mental nos doentes. No modelo geral com variáveis do doente e cuidador, a sobrecarga mediou a relação entre sintomatologia depressiva e qualidade de vida do doente. Assim, a intervenção na esclerose múltipla deve ser realizada num contexto diádico.
Autores principais:Santos, Fábio Martim Sousa e
Assunto:Esclerose múltipla Doentes Cuidadores Qualidade de vida Multiple sclerosis Patients Caregivers Quality of life
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A Esclerose Múltipla é uma doença crónica que afeta a qualidade de vida dos doentes. Estes doentes necessitam de cuidados prolongados e exigentes. Este estudo analisou as relações entre as variáveis dos doentes e cuidadores na qualidade de vida dos doentes, as variáveis psicológicas moderadoras na relação entre morbilidade psicológica e qualidade de vida do doente, e ainda testou um modelo com a contribuição de todas as variáveis na qualidade de vida dos doentes. Participaram 100 doentes e 72 cuidadores. Verificou-se associações significativas entre as variáveis do doente, idade, número de filhos, grau de incapacidade, duração do diagnóstico, morbilidade psicológica, representações da doença e satisfação marital e a qualidade de vida dos doentes. A situação profissional, grau de parentesco, sobrecarga e sintomatologia ansiosa e depressiva, no cuidador também se associou à qualidade de vida dos doentes. A satisfação marital moderou a relação entre sintomatologia ansiosa e qualidade de vida mental nos doentes. No modelo geral com variáveis do doente e cuidador, a sobrecarga mediou a relação entre sintomatologia depressiva e qualidade de vida do doente. Assim, a intervenção na esclerose múltipla deve ser realizada num contexto diádico.