Publicação
Estudo da inclusão do ácido domóico num método multitoxinas aplicado à determinação de biotoxinas marinhas em bivalves
| Resumo: | As biotoxinas marinhas são compostos bioactivos, produzidos naturalmente, que pertencem aos grupos de compostos, orgânicos: alcalóides, poliéteres e aminoácidos. Estas são produzidas por micro e macroalgas e uma vez libertadas no meio aquático, os animais que se alimentam por filtração vão retê-las e concentrá-las nos seus pequenos organismos. Estes oreganismos, por fazerem parte da dieta de muitos animais incluindo o Homem, representam uma ameça para a saúde pública e para a aquacultura. As intoxicações por biotoxinas marinhas são habitualmente de ordem gastrointestinal e/ou neurológica. A ingestão de organismos marinhos contaminados por toxinas pode provocar um dos seis sintomas identificáveis: (1) intoxicação paralisante (PSP - paralytic shelfish poisoning), (2) intoxicação neurotóxica (NSP - neurotoxic shelfish poisoning) (3) intoxicação amnésica ( ASP - amnesic shelfish poisoning), (4) intoxicação diarreica (DSP - diarrheic shelfish poisoning), (5) intoxicação por azaspirácidos (AZP - azaspiracid poisoning) e (6) intoxicação por ciguatera (CFP - ciguatera shelfish poisoning). Com um elevado surto de intoxicações moderadas a graves, incluindo a morte, reportados um pouco por todo o mundo, associadas a estas biotoxinas, foi necessário criar programas que monitorizassem e regulamentassem a ocorrência/presença destas toxinas no ambiente marinho. Assim, foram desenvolvidos, ao longo das últimas décadas, métodos analíticos capazes de dar respostas rápidas e fiáveis a este problema. Um método analítico, com recurso à cromatografia líquida acoplada à espectroscopia de massas, foi desenvolvido para a determinação sensível e específica de biotoxinas lipofilicas em bivalves. Este método veio simplificar a análise de um conjunto de toxinas que se puderam agrupar devido ao seu carácter lipofilico, tornando a sua análise individual num único passo. O ácido domóico é um aminoácido neurotóxico pertencente ao grupo de toxinas que provocam intoxicações amnésicas. O método oficial aplicado à análise deste composto é a cromatografia líquida em detecção ultravioleta mas, apesar da conhecida hidrofilicidade do ácido domóico, este apresenta uma solubilidade parcial em solventes orgânicos. Assim, com este estudo pretende-se estabelecer um método de extracção aplicável tanto ao ácido domóico como às toxinas lipofilicas por forma a unificar a análise destes dois tipos de biotoxinas marinhas. |
|---|---|
| Autores principais: | Vieira, Janete |
| Outros Autores: | Gago Martínez, Ana; Leão Martins, J. M.; Geraldo, M. Dulce |
| Assunto: | Toxinas Ácido domoico Cromatografia líquida Ciências Naturais::Ciências Químicas |
| Ano: | 2012 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As biotoxinas marinhas são compostos bioactivos, produzidos naturalmente, que pertencem aos grupos de compostos, orgânicos: alcalóides, poliéteres e aminoácidos. Estas são produzidas por micro e macroalgas e uma vez libertadas no meio aquático, os animais que se alimentam por filtração vão retê-las e concentrá-las nos seus pequenos organismos. Estes oreganismos, por fazerem parte da dieta de muitos animais incluindo o Homem, representam uma ameça para a saúde pública e para a aquacultura. As intoxicações por biotoxinas marinhas são habitualmente de ordem gastrointestinal e/ou neurológica. A ingestão de organismos marinhos contaminados por toxinas pode provocar um dos seis sintomas identificáveis: (1) intoxicação paralisante (PSP - paralytic shelfish poisoning), (2) intoxicação neurotóxica (NSP - neurotoxic shelfish poisoning) (3) intoxicação amnésica ( ASP - amnesic shelfish poisoning), (4) intoxicação diarreica (DSP - diarrheic shelfish poisoning), (5) intoxicação por azaspirácidos (AZP - azaspiracid poisoning) e (6) intoxicação por ciguatera (CFP - ciguatera shelfish poisoning). Com um elevado surto de intoxicações moderadas a graves, incluindo a morte, reportados um pouco por todo o mundo, associadas a estas biotoxinas, foi necessário criar programas que monitorizassem e regulamentassem a ocorrência/presença destas toxinas no ambiente marinho. Assim, foram desenvolvidos, ao longo das últimas décadas, métodos analíticos capazes de dar respostas rápidas e fiáveis a este problema. Um método analítico, com recurso à cromatografia líquida acoplada à espectroscopia de massas, foi desenvolvido para a determinação sensível e específica de biotoxinas lipofilicas em bivalves. Este método veio simplificar a análise de um conjunto de toxinas que se puderam agrupar devido ao seu carácter lipofilico, tornando a sua análise individual num único passo. O ácido domóico é um aminoácido neurotóxico pertencente ao grupo de toxinas que provocam intoxicações amnésicas. O método oficial aplicado à análise deste composto é a cromatografia líquida em detecção ultravioleta mas, apesar da conhecida hidrofilicidade do ácido domóico, este apresenta uma solubilidade parcial em solventes orgânicos. Assim, com este estudo pretende-se estabelecer um método de extracção aplicável tanto ao ácido domóico como às toxinas lipofilicas por forma a unificar a análise destes dois tipos de biotoxinas marinhas. |
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