Publicação
Competências transversais na formação dos alunos de Economia e Gestão
| Resumo: | Os desafios que se colocam atualmente a um licenciado na sua ingressão no mercado de trabalho são cada vez maiores e é cada vez mais importante perceber que as competências técnicas e específicas de cada área profissional podem não ser suficientes para desempenhar uma determinada função. Nesta perspetiva e tentando ir ao encontro de um tema relevante e útil para os jovens licenciados, a escolha do tema do presente estudo recaiu numa área que deve merecer especial destaque quer na Universidade, quer no mercado de trabalho, as competências transversais, procurando perceber de que forma estas são abordadas em contexto académico e profissional. Este trabalho de investigação tem como objetivo explorar e analisar a perspetiva dos empregadores e dos alunos da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) acerca do tema das competências transversais, analisando também o papel das empresas e das instituições do ensino superior (nomeadamente a EEG), no processo de desenvolvimento destas competências. Neste estudo foi seguida uma metodologia qualitativa que se traduziu na realização de entrevistas aos empregadores, que de alguma forma colaboram com a EEG, e de grupos de foco com os alunos da própria escola que usufruíram do programa de desenvolvimento de competências EEGenerating Skills. Os resultados obtidos, analisados à luz dos estudos existentes na literatura, evidenciam um consenso por parte dos empregadores, alunos e da própria EEG no que toca à importância das competências transversais, embora exista por parte dos estudantes, a noção de que as chamadas “soft skills” estão na moda, existindo uma crescente preocupação em abordá-las em contexto académico. Na análise de dados foi possível perceber que empregadores e alunos parecem estar em sintonia no que concerne à definição das competências transversais que são mais importantes no ingresso no mercado de trabalho, destacando-se as competências referentes a: planeamento e organização, adaptação à mudança, inovação/criatividade, comunicação oral, liderança e motivação. Embora tenha ficado claro neste estudo que as competências transversais são valorizadas em contexto académico e profissional, esta importância deve ser concretizada tanto nas instituições de ensino superior com a existência de programas de desenvolvimento de competências como pelas próprias empresas com a adoção de mecanismos que permitem desenvolvê-las nas práticas de gestão de recursos humanos, como sejam o recrutamento e seleção, formação e avaliação de desempenho. |
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| Autores principais: | Santos, Mariana Paiva |
| Assunto: | Gestão de competências Competências transversais vs competências técnicas Programa de desenvolvimento de competências Avaliação Contexto português Managing skills Transferable skills vs technical skills Developing skills programs Evaluation Portuguese context |
| Ano: | 2016 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os desafios que se colocam atualmente a um licenciado na sua ingressão no mercado de trabalho são cada vez maiores e é cada vez mais importante perceber que as competências técnicas e específicas de cada área profissional podem não ser suficientes para desempenhar uma determinada função. Nesta perspetiva e tentando ir ao encontro de um tema relevante e útil para os jovens licenciados, a escolha do tema do presente estudo recaiu numa área que deve merecer especial destaque quer na Universidade, quer no mercado de trabalho, as competências transversais, procurando perceber de que forma estas são abordadas em contexto académico e profissional. Este trabalho de investigação tem como objetivo explorar e analisar a perspetiva dos empregadores e dos alunos da Escola de Economia e Gestão da Universidade do Minho (EEG) acerca do tema das competências transversais, analisando também o papel das empresas e das instituições do ensino superior (nomeadamente a EEG), no processo de desenvolvimento destas competências. Neste estudo foi seguida uma metodologia qualitativa que se traduziu na realização de entrevistas aos empregadores, que de alguma forma colaboram com a EEG, e de grupos de foco com os alunos da própria escola que usufruíram do programa de desenvolvimento de competências EEGenerating Skills. Os resultados obtidos, analisados à luz dos estudos existentes na literatura, evidenciam um consenso por parte dos empregadores, alunos e da própria EEG no que toca à importância das competências transversais, embora exista por parte dos estudantes, a noção de que as chamadas “soft skills” estão na moda, existindo uma crescente preocupação em abordá-las em contexto académico. Na análise de dados foi possível perceber que empregadores e alunos parecem estar em sintonia no que concerne à definição das competências transversais que são mais importantes no ingresso no mercado de trabalho, destacando-se as competências referentes a: planeamento e organização, adaptação à mudança, inovação/criatividade, comunicação oral, liderança e motivação. Embora tenha ficado claro neste estudo que as competências transversais são valorizadas em contexto académico e profissional, esta importância deve ser concretizada tanto nas instituições de ensino superior com a existência de programas de desenvolvimento de competências como pelas próprias empresas com a adoção de mecanismos que permitem desenvolvê-las nas práticas de gestão de recursos humanos, como sejam o recrutamento e seleção, formação e avaliação de desempenho. |
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