Publicação
O lugar da teoria : na educação física e desporto
| Resumo: | A reflexão parte de algumas constatações/proposições para depois analisar o lugar da teoria na Educação Física e Desporto. As constatações/proposições: desporto clássico tinha (tem) como grande objetivo a competição e a obtenção de mais e melhores resultados. Era (é) um desporto para alguns, desporto que não fazia (faz) parte da vida quotidiana. Desporto de um grupo (atletas) que praticava (pratica) e competia (compete); o Desporto clássico tinha também na sua essência uma manifestação que poderia ser educativa e por isso foi chamado a integrar essa missão. O maior exemplo deste fato, pode ser encontrado no projeto educativo helénico, onde a Educação Física concorria de igual forma com as outras áreas educativas - canto, retórica… escultura, pintura. Hoje, também está presente na escola fazendo parte do projeto educativo moderno; com a modernidade (revolução industrial, iluminismo) o desporto continua a ter estas duas direções, acrescentando agora uma nova variável: o social. O Desporto invadiu o social sendo simultaneamente produtor e produto social, constituindo-se como uma manifestação cultural. Na base desta dialética (mais do que dicotomia ou dualidade) está uma melhoria das condições básicas de vida (para lá da sobrevivência… mais tempo para o ócio) associado à evolução da técnica, da informação e da comunicação. Esta evolução permitiu: um maior processo de comunicação – comunicação de pessoas, de seres humanos, seres de comunhão, de partilha, que vivem em comum; uma valorização do corpo através do desporto – assiste-se ao elogio da saúde, da estética, do prazer…exaltação do corpo e o regresso à natureza; novos espaços informais e não formais são contemplados. O Corpo que antes era um instrumento produtivo, passa a ser instrumento e um locus de vida, realização individual e coletiva, manifestação de felicidade. Ora, todas estas proposições têm na retaguarda um sentido teórico. Mas, que teoria!? É isso que pretendemos desconstruir. |
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| Autores principais: | Cunha, António Camilo |
| Assunto: | Teoria/Prática Educação física Desporto Corpo Cultura |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | comunicação em conferência |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A reflexão parte de algumas constatações/proposições para depois analisar o lugar da teoria na Educação Física e Desporto. As constatações/proposições: desporto clássico tinha (tem) como grande objetivo a competição e a obtenção de mais e melhores resultados. Era (é) um desporto para alguns, desporto que não fazia (faz) parte da vida quotidiana. Desporto de um grupo (atletas) que praticava (pratica) e competia (compete); o Desporto clássico tinha também na sua essência uma manifestação que poderia ser educativa e por isso foi chamado a integrar essa missão. O maior exemplo deste fato, pode ser encontrado no projeto educativo helénico, onde a Educação Física concorria de igual forma com as outras áreas educativas - canto, retórica… escultura, pintura. Hoje, também está presente na escola fazendo parte do projeto educativo moderno; com a modernidade (revolução industrial, iluminismo) o desporto continua a ter estas duas direções, acrescentando agora uma nova variável: o social. O Desporto invadiu o social sendo simultaneamente produtor e produto social, constituindo-se como uma manifestação cultural. Na base desta dialética (mais do que dicotomia ou dualidade) está uma melhoria das condições básicas de vida (para lá da sobrevivência… mais tempo para o ócio) associado à evolução da técnica, da informação e da comunicação. Esta evolução permitiu: um maior processo de comunicação – comunicação de pessoas, de seres humanos, seres de comunhão, de partilha, que vivem em comum; uma valorização do corpo através do desporto – assiste-se ao elogio da saúde, da estética, do prazer…exaltação do corpo e o regresso à natureza; novos espaços informais e não formais são contemplados. O Corpo que antes era um instrumento produtivo, passa a ser instrumento e um locus de vida, realização individual e coletiva, manifestação de felicidade. Ora, todas estas proposições têm na retaguarda um sentido teórico. Mas, que teoria!? É isso que pretendemos desconstruir. |
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