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Arquitetura como valorização do património arquitetónico transumante: abrigo de caminhantes na branda do Alhal

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No território da Serra da Peneda existe um tipo de povoamento organizado em assentamentos de verão e inverno, as “brandas” e as “inverneiras”, respetivamente, que a população utilizava de forma regular desde há séculos, decorrente de uma prática conhecida como transumância. Esta prática cultural milenar foi fundamental para a sustentabilidade daquelas comunidades rurais, mas devido ao êxodo rural e à evolução tecnológica têm vindo a perder importância, transformando a cultura e tradição dessas gentes, condenando ao declínio e abandono desses lugares tão significativos na arquitetura popular de montanha. O objetivo da presente dissertação é considerar novas estratégias de recuperação e preservação do património existente nessas áreas montanhosas, de modo a contribuir para inverter essa tendência. Serão apresentados casos de estudo de arquitetura contemporânea, nos quais a interpretação do sistema construtivo foi fundamental para o desenvolvimento dos projetos, tornando importantes casos de referência para a elaboração do projeto desenvolvido nesta dissertação. A presente investigação termina com uma proposta de intervenção num conjunto de edifícios na branda do Alhal, situada no município de Arcos de Valdevez, mas precisamente na freguesia de Sistelo. O estudo propõe a criação de um abrigo para caminhantes que não sirva apenas de refúgio nas montanhas, mas também possa contribuir para conhecimento e preservação da cultura transumante, transmitindo a sua história e valores. Serão exploradas as técnicas tradicionais, materiais contemporâneos e a integração na paisagem, de forma a respeitar e valorizar o património arquitetónico transumante.
Autores principais:Campos, Carlos Manuel Oliveira
Assunto:Abrigo Arquitetura transumante Branda Património Valorização Shelter Transhumant architecture Soft Patrimony Valuation
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No território da Serra da Peneda existe um tipo de povoamento organizado em assentamentos de verão e inverno, as “brandas” e as “inverneiras”, respetivamente, que a população utilizava de forma regular desde há séculos, decorrente de uma prática conhecida como transumância. Esta prática cultural milenar foi fundamental para a sustentabilidade daquelas comunidades rurais, mas devido ao êxodo rural e à evolução tecnológica têm vindo a perder importância, transformando a cultura e tradição dessas gentes, condenando ao declínio e abandono desses lugares tão significativos na arquitetura popular de montanha. O objetivo da presente dissertação é considerar novas estratégias de recuperação e preservação do património existente nessas áreas montanhosas, de modo a contribuir para inverter essa tendência. Serão apresentados casos de estudo de arquitetura contemporânea, nos quais a interpretação do sistema construtivo foi fundamental para o desenvolvimento dos projetos, tornando importantes casos de referência para a elaboração do projeto desenvolvido nesta dissertação. A presente investigação termina com uma proposta de intervenção num conjunto de edifícios na branda do Alhal, situada no município de Arcos de Valdevez, mas precisamente na freguesia de Sistelo. O estudo propõe a criação de um abrigo para caminhantes que não sirva apenas de refúgio nas montanhas, mas também possa contribuir para conhecimento e preservação da cultura transumante, transmitindo a sua história e valores. Serão exploradas as técnicas tradicionais, materiais contemporâneos e a integração na paisagem, de forma a respeitar e valorizar o património arquitetónico transumante.