Publicação
Ciclos político-económicos: análise sobre Portugal
| Resumo: | Os ciclos político-económicos são dos temas mais debatidos da Macroeconomia desde os anos 70. O estudo seminal desta temática é o de Nordhaus (1975) que desenvolveu a teoria oportunista. De acordo com Nordhaus (1975), os governos manipulam a economia com o objetivo de ganhar eleições. Em contrapartida, Hibbs (1977) argumenta que os governos agem segundo a sua ideologia, e procuram favorecer os grupos da população que os elegeram. A introdução da hipótese das expectativas racionais exigiu a reformulação destes modelos sendo de destacar os trabalhos de Alesina (1987) e Rogoff e Sibert (1988). Mais tarde, vários estudos apareceram com o objetivo de explicar diferenças entre países na ocorrência e magnitude dos ciclos político-económicos. O nível de desenvolvimento económico e de maturidade da democracia, a transparência na condução da política orçamental, o regime eleitoral e os checks and balances são os principais temas em análise. Esta dissertação procura investigar a existência de ciclos político-económicos em Portugal, ao nível do poder central, através de uma base de dados mensal. Tentou-se apurar se o saldo orçamental piora antes das eleições. Adicionalmente, analisou-se se o peso das componentes da despesa nas despesas totais se alterou no período eleitoral. Considerando o período de 1991 a 2014 e usando um modelo ARMA para estimação, não se comprovou a existência de efeitos eleitoralistas no saldo orçamental. No entanto, os resultados obtidos evidenciam que os governos alteram a composição das despesas públicas antes das eleições, preterindo as despesas de capital em troca de mais despesas correntes. Os resultados sugerem também que as despesas correntes sujeitas a manipulação eleitoralista são as despesas com pessoal, aquisição de bens e serviços, transferências e outras despesas correntes. |
|---|---|
| Autores principais: | Fernandes, Bruno Emanuel Pires |
| Assunto: | Ciências Sociais::Economia e Gestão |
| Ano: | 2015 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os ciclos político-económicos são dos temas mais debatidos da Macroeconomia desde os anos 70. O estudo seminal desta temática é o de Nordhaus (1975) que desenvolveu a teoria oportunista. De acordo com Nordhaus (1975), os governos manipulam a economia com o objetivo de ganhar eleições. Em contrapartida, Hibbs (1977) argumenta que os governos agem segundo a sua ideologia, e procuram favorecer os grupos da população que os elegeram. A introdução da hipótese das expectativas racionais exigiu a reformulação destes modelos sendo de destacar os trabalhos de Alesina (1987) e Rogoff e Sibert (1988). Mais tarde, vários estudos apareceram com o objetivo de explicar diferenças entre países na ocorrência e magnitude dos ciclos político-económicos. O nível de desenvolvimento económico e de maturidade da democracia, a transparência na condução da política orçamental, o regime eleitoral e os checks and balances são os principais temas em análise. Esta dissertação procura investigar a existência de ciclos político-económicos em Portugal, ao nível do poder central, através de uma base de dados mensal. Tentou-se apurar se o saldo orçamental piora antes das eleições. Adicionalmente, analisou-se se o peso das componentes da despesa nas despesas totais se alterou no período eleitoral. Considerando o período de 1991 a 2014 e usando um modelo ARMA para estimação, não se comprovou a existência de efeitos eleitoralistas no saldo orçamental. No entanto, os resultados obtidos evidenciam que os governos alteram a composição das despesas públicas antes das eleições, preterindo as despesas de capital em troca de mais despesas correntes. Os resultados sugerem também que as despesas correntes sujeitas a manipulação eleitoralista são as despesas com pessoal, aquisição de bens e serviços, transferências e outras despesas correntes. |
|---|