Publicação
Arte / resistência. A ‘Itália’ em torga e saramago
| Resumo: | Miguel Torga e José Saramago, ambos os escritores não só fizeram viagens a Itália – em momentos históricos diferentes, 1937–38 e 1972, respetivamente – mas também escreveram sobre ‘Itália’ com base nestas experiências. No caso de Torga, O Quarto Dia (1939; reed. 1971) da Criação do Mundo, e no caso de Saramago, algumas crónicas (1972) e os cinco exercícios de autobiografia do pintor H. em Manual de Pintura e Caligrafia (1977). Partindo da hipótese de uma receção produtiva por parte de Saramago, este estudo faz uma análise comparativa que se centra na imagem ambivalente da ‘Itália’ (pátria da Arte e berço do fascismo). Esta análise culmina na definição de uma evolução do pensamento sobre a Arte e sobre o papel do artista perante a opressão política e a perseguição do ser humano como portador do pensamento e da criação que desafia as estruturas de poder. Em vez de a práxis artística se centrar na sublimação e em ser funcionalizada para a ostentação do poder, ela deve assumir um papel no âmbito da resistência e do despertar para uma consciência política individual e coletiva emancipadora. Esta evolução passa pela redefinição da estética, despoletada pela contemplação de obras de Arte em Itália que entra em diálogo com observações e reflexões. Assim sendo, confere-se aos respetivos textos de Torga e Saramago uma dimensão poetológica que será analisada de forma comparativa. |
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| Autores principais: | Grossegesse, Orlando |
| Assunto: | Miguel Torga José Saramago A Itália na literatura portuguesa Imagens do artista Estética da resistência José Saramago Italy in Portuguese Literature Images of the artist Aesthetics of resistance |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Miguel Torga e José Saramago, ambos os escritores não só fizeram viagens a Itália – em momentos históricos diferentes, 1937–38 e 1972, respetivamente – mas também escreveram sobre ‘Itália’ com base nestas experiências. No caso de Torga, O Quarto Dia (1939; reed. 1971) da Criação do Mundo, e no caso de Saramago, algumas crónicas (1972) e os cinco exercícios de autobiografia do pintor H. em Manual de Pintura e Caligrafia (1977). Partindo da hipótese de uma receção produtiva por parte de Saramago, este estudo faz uma análise comparativa que se centra na imagem ambivalente da ‘Itália’ (pátria da Arte e berço do fascismo). Esta análise culmina na definição de uma evolução do pensamento sobre a Arte e sobre o papel do artista perante a opressão política e a perseguição do ser humano como portador do pensamento e da criação que desafia as estruturas de poder. Em vez de a práxis artística se centrar na sublimação e em ser funcionalizada para a ostentação do poder, ela deve assumir um papel no âmbito da resistência e do despertar para uma consciência política individual e coletiva emancipadora. Esta evolução passa pela redefinição da estética, despoletada pela contemplação de obras de Arte em Itália que entra em diálogo com observações e reflexões. Assim sendo, confere-se aos respetivos textos de Torga e Saramago uma dimensão poetológica que será analisada de forma comparativa. |
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