Publicação
Avaliação da qualidade de vida em pessoas com feridas crónicas: o caso dos doentes com úlcera de perna de etiologia venosa
| Resumo: | As investigações desenvolvidas sobre as pessoas com úlcera crónica de perna, apesar de ainda incipientes, descortinam uma forte relação entre as condições sociais e modos de vida e a prevalência desta afeção que tem também em Portugal uma relevância significativa. Por outro lado, apesar de todos os sintomas associados à presença de úlcera crónica de perna, muitos dos estudos realizados não determinam o impacto que estes produzem nas pessoas aos mais diferentes níveis, bem como na sua perceção e avaliação do próprio estado de saúde e da qualidade de vida. Deste modo, foi desenvolvido um estudo de cariz transversal, descritivo e exploratório consubstanciado num estudo de caso, tendo por base uma metodologia quantitativa. A amostra é constituída por 78 doentes que apresentavam um ou mais registos de diagnóstico de úlcera venosa ativo há pelo menos três meses, tendo a colheita de dados ocorrido em 2008. Os objetivos deste estudo passam por avaliar em que medida as condições sociais influenciam a qualidade de vida destes doentes; identificar quais dimensões, de acordo com a perspetiva dos próprios, se encontravam mais afetadas pela ocorrência do fenómeno de úlcera de perna e determinar qual o nível de qualidade de vida das pessoas com feridas crónicas, nomeadamente dos doentes com úlcera venosa. Para este efeito utilizou-se um questionário composto por duas partes: uma primeira que visava a caracterização inicial sociodemográfica, económica e clínica. A segunda, recorrendo à versão Portuguesa do CWIS© (Esquema Cardiff de Impacto de Ferida), pretendeu medir a ocorrência e impacto associado à existência de úlcera venosa e as dimensões «Bem-estar», «Sintomas físicos e vida diária» e «Vida social». Em complementaridade, foi avaliada a perceção de qualidade de vida e o respetivo grau de satisfação com a mesma por parte dos inquiridos. Em termos dos principais resultados, verificou-se uma relação entre os fatores sociodemográficos e económicos desfavoráveis e a existência de úlcera de perna crónica. No entanto, não se constatou idêntica relação linear entre estes mesmos fatores e avaliação global do estado de saúde em geral, bem como da qualidade de vida e da satisfação com a mesma de um modo particular. Em paralelo, observou-se que existe uma ocorrência e impacto significativo entre esta afeção crónica e sintomas físicos e atividades de vida diária, bem-estar e interação social. Como principal conclusão e na ótica da otimização da qualidade de vida destas pessoas, no âmbito de um paradigma holístico do cuidar, os enfermeiros na sua prática clínica deverão atender e considerar a influência destas dimensões, procurando com os doentes e famílias as medidas de remediação adequadas. Neste sentido, será igualmente determinante a valorização e monitorização contínua das condições sociais e modos de vida destas pessoas e os seus efeitos na saúde. |
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| Autores principais: | Pereira, Rui Pedro Gomes |
| Assunto: | Úlcera Perna Qualidade de Vida Sociologia da saúde |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | As investigações desenvolvidas sobre as pessoas com úlcera crónica de perna, apesar de ainda incipientes, descortinam uma forte relação entre as condições sociais e modos de vida e a prevalência desta afeção que tem também em Portugal uma relevância significativa. Por outro lado, apesar de todos os sintomas associados à presença de úlcera crónica de perna, muitos dos estudos realizados não determinam o impacto que estes produzem nas pessoas aos mais diferentes níveis, bem como na sua perceção e avaliação do próprio estado de saúde e da qualidade de vida. Deste modo, foi desenvolvido um estudo de cariz transversal, descritivo e exploratório consubstanciado num estudo de caso, tendo por base uma metodologia quantitativa. A amostra é constituída por 78 doentes que apresentavam um ou mais registos de diagnóstico de úlcera venosa ativo há pelo menos três meses, tendo a colheita de dados ocorrido em 2008. Os objetivos deste estudo passam por avaliar em que medida as condições sociais influenciam a qualidade de vida destes doentes; identificar quais dimensões, de acordo com a perspetiva dos próprios, se encontravam mais afetadas pela ocorrência do fenómeno de úlcera de perna e determinar qual o nível de qualidade de vida das pessoas com feridas crónicas, nomeadamente dos doentes com úlcera venosa. Para este efeito utilizou-se um questionário composto por duas partes: uma primeira que visava a caracterização inicial sociodemográfica, económica e clínica. A segunda, recorrendo à versão Portuguesa do CWIS© (Esquema Cardiff de Impacto de Ferida), pretendeu medir a ocorrência e impacto associado à existência de úlcera venosa e as dimensões «Bem-estar», «Sintomas físicos e vida diária» e «Vida social». Em complementaridade, foi avaliada a perceção de qualidade de vida e o respetivo grau de satisfação com a mesma por parte dos inquiridos. Em termos dos principais resultados, verificou-se uma relação entre os fatores sociodemográficos e económicos desfavoráveis e a existência de úlcera de perna crónica. No entanto, não se constatou idêntica relação linear entre estes mesmos fatores e avaliação global do estado de saúde em geral, bem como da qualidade de vida e da satisfação com a mesma de um modo particular. Em paralelo, observou-se que existe uma ocorrência e impacto significativo entre esta afeção crónica e sintomas físicos e atividades de vida diária, bem-estar e interação social. Como principal conclusão e na ótica da otimização da qualidade de vida destas pessoas, no âmbito de um paradigma holístico do cuidar, os enfermeiros na sua prática clínica deverão atender e considerar a influência destas dimensões, procurando com os doentes e famílias as medidas de remediação adequadas. Neste sentido, será igualmente determinante a valorização e monitorização contínua das condições sociais e modos de vida destas pessoas e os seus efeitos na saúde. |
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