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Co-benefícios da reabilitação energética do parque residencial construído

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Resumo:O setor dos edifícios é central para a política de eficiência energética da UE, sendo responsável por cerca de 40% do uso total de energia e de 36% das emissões de CO2 em toda a Europa1 . Melhorar o desempenho energético do stock de edifícios europeus é, portanto, crucial não só para alcançar as metas europeias 20/20/202 mas também para o cumprimento de metas a longo prazo, nomeadamente a estratégia climática europeia de economia de baixo carbono 2050. Neste sentido, apesar do reconhecimento do enorme potencial das medidas de reabilitação energética de edifícios, tem sido difícil a sua eficaz exploração em virtude de uma visão demasiado redutora por onde decisores/promotores/proprietários se guiam. Consideram (maioritariamente) como contrapartidas inerentes à aposta em medidas de renovação de eficiência energética de edifícios, a poupança de consumo de energia e dos custos com a energia (efeitos diretos), negligenciando todos os outros benefícios (positivos ou negativos) também eles bastante relevantes denominados de co-benefícios como a melhoria geral da qualidade da construção, melhoria do bem-estar dos ocupantes, etc. Isto conduz a que o valor integral da melhoria do edifício reabilitado seja subestimado a vários níveis, nomeadamente a nível financeiro (Ürge-Vorsatz, Novikova, & Sharmina, 2009), social e ambiental (IEA, 2012), com repercussões ao nível dos ocupantes/proprietários como ao nível da sociedade. Neste sentido, a presente dissertação foi desenvolvida com o objetivo de identificar e avaliar os co-benefícios decorrentes de uma reabilitação energética através de inquéritos aos moradores de um caso de estudo (Vila d’ Este). Também era objetivo medir um conjunto de parâmetros ambientais (humidade relativa do ar, temperatura ambiente e acústica) que pudessem suportar essa avaliação subjetiva (inquéritos) dos moradores. Os resultados obtidos (inquéritos e medições) permitiram constatar que de facto os moradores reconhecem os efeitos benéficos do conjunto de medidas de reabilitação energética implementadas muito além dos benefícios diretos o que traduz a importância de promover a integração dos co-beneficios da reabilitação energética no processo de decisão.
Autores principais:Barbosa, José Tiago Linhares
Assunto:Eficiência energética Reabilitação energética Co-benefícios Múltiplos benefícios Parâmetros ambientais Energy efficiency Building refurbishment Co-benefits Environmental parameters Engenharia e Tecnologia::Engenharia Civil
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O setor dos edifícios é central para a política de eficiência energética da UE, sendo responsável por cerca de 40% do uso total de energia e de 36% das emissões de CO2 em toda a Europa1 . Melhorar o desempenho energético do stock de edifícios europeus é, portanto, crucial não só para alcançar as metas europeias 20/20/202 mas também para o cumprimento de metas a longo prazo, nomeadamente a estratégia climática europeia de economia de baixo carbono 2050. Neste sentido, apesar do reconhecimento do enorme potencial das medidas de reabilitação energética de edifícios, tem sido difícil a sua eficaz exploração em virtude de uma visão demasiado redutora por onde decisores/promotores/proprietários se guiam. Consideram (maioritariamente) como contrapartidas inerentes à aposta em medidas de renovação de eficiência energética de edifícios, a poupança de consumo de energia e dos custos com a energia (efeitos diretos), negligenciando todos os outros benefícios (positivos ou negativos) também eles bastante relevantes denominados de co-benefícios como a melhoria geral da qualidade da construção, melhoria do bem-estar dos ocupantes, etc. Isto conduz a que o valor integral da melhoria do edifício reabilitado seja subestimado a vários níveis, nomeadamente a nível financeiro (Ürge-Vorsatz, Novikova, & Sharmina, 2009), social e ambiental (IEA, 2012), com repercussões ao nível dos ocupantes/proprietários como ao nível da sociedade. Neste sentido, a presente dissertação foi desenvolvida com o objetivo de identificar e avaliar os co-benefícios decorrentes de uma reabilitação energética através de inquéritos aos moradores de um caso de estudo (Vila d’ Este). Também era objetivo medir um conjunto de parâmetros ambientais (humidade relativa do ar, temperatura ambiente e acústica) que pudessem suportar essa avaliação subjetiva (inquéritos) dos moradores. Os resultados obtidos (inquéritos e medições) permitiram constatar que de facto os moradores reconhecem os efeitos benéficos do conjunto de medidas de reabilitação energética implementadas muito além dos benefícios diretos o que traduz a importância de promover a integração dos co-beneficios da reabilitação energética no processo de decisão.