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Os processos diferenciados entre o português e outras línguas na conceptualização da linearidade gráfica

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A língua portuguesa conceptualiza a palavra escrita diferentemente de muitas outras línguas europeias (Inglês, Francês, Espanhol, Polaco, Catalão ...) e essa diferença de conceptualização resulta da possibilidade de escolha entre vários modelos mentais que as línguas detêm para representarem a relação anterioridade/ posterioridade na linearidade gráfica. A opção pelo modelo dinâmico da língua portuguesa, em que “à frente” corresponde “à direita” da palavra, é um processo que não é adquirido com a própria técnica de escrita, mas que só se torna estável por volta dos 10 anos, quando a referida técnica já é completamente dominada pelas crianças. Pretende-se mostrar, assim, que a selecção e estabilização do modelo escolhido pela língua não é automático, imediato e simultâneo à aprendizagem da técnica da escrita.
Autores principais:Teixeira, José
Assunto:Modelos mentais Modelos cognitivos Aquisição da língua materna Língua portuguesa Escrita Mental models Cognitive models First language acquisition Portuguese language Writing Modèles mentaux Modèles cognitives Acquisition de la langue materne Langue portugaise Écriture
Ano:2006
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A língua portuguesa conceptualiza a palavra escrita diferentemente de muitas outras línguas europeias (Inglês, Francês, Espanhol, Polaco, Catalão ...) e essa diferença de conceptualização resulta da possibilidade de escolha entre vários modelos mentais que as línguas detêm para representarem a relação anterioridade/ posterioridade na linearidade gráfica. A opção pelo modelo dinâmico da língua portuguesa, em que “à frente” corresponde “à direita” da palavra, é um processo que não é adquirido com a própria técnica de escrita, mas que só se torna estável por volta dos 10 anos, quando a referida técnica já é completamente dominada pelas crianças. Pretende-se mostrar, assim, que a selecção e estabilização do modelo escolhido pela língua não é automático, imediato e simultâneo à aprendizagem da técnica da escrita.