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O novo brinquedo de Edgar Pêra ou sobre a inquietude do cinema de ideias

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Proponho, nesta entrevista, uma viagem por palavras que, por serem ditas, constroem sentidos e por imagens que fabricam utopias. O pretexto é o novo projeto de filme do realizador Edgar Pêra, intitulado Cartas Telepáticas. Neste percurso, não me coloco no lugar do crítico que julga um produto ou exclusivamente na fala de um académico, que tece considerações teóricas sobre um objeto, baseado em modelos de análise apriorísticos. Antes, situo-me como uma investigadora que se abre aos universos que explora com um comprometimento distanciado. Mergulhando na tecitura dialogante da arte, da literatura e da filosofia, discutem-se processos de adaptação para cinema, o papel da Inteligência Artificial na criação, o que é ser um espectador cósmico, como o foram Fernando Pessoa e H. P. Lovecraft, que Pêra (o canal telepático) põe em comunicação neste filme. Apresento, nestas investidas, os modos de produção de um artista, cujo discurso se formula em momentos irrepetíveis de entrevistas, com condições específicas de existência. Por isso, este processo comunicativo em forma de conversas assume um carácter autoetnográfico (Ellis & Bochner, 2006).
Autores principais:Lima, Teresa
Assunto:Edgar Pêra Inteligência Artificial Fernando Pessoa H.P. Lovecraft Cartas Telepáticas Artificial Inteligence Telepathic Letters Ciências Sociais::Ciências da Comunicação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Proponho, nesta entrevista, uma viagem por palavras que, por serem ditas, constroem sentidos e por imagens que fabricam utopias. O pretexto é o novo projeto de filme do realizador Edgar Pêra, intitulado Cartas Telepáticas. Neste percurso, não me coloco no lugar do crítico que julga um produto ou exclusivamente na fala de um académico, que tece considerações teóricas sobre um objeto, baseado em modelos de análise apriorísticos. Antes, situo-me como uma investigadora que se abre aos universos que explora com um comprometimento distanciado. Mergulhando na tecitura dialogante da arte, da literatura e da filosofia, discutem-se processos de adaptação para cinema, o papel da Inteligência Artificial na criação, o que é ser um espectador cósmico, como o foram Fernando Pessoa e H. P. Lovecraft, que Pêra (o canal telepático) põe em comunicação neste filme. Apresento, nestas investidas, os modos de produção de um artista, cujo discurso se formula em momentos irrepetíveis de entrevistas, com condições específicas de existência. Por isso, este processo comunicativo em forma de conversas assume um carácter autoetnográfico (Ellis & Bochner, 2006).