Publicação
Pobreza e microcrédito na região da América Latina e Caraíbas
| Resumo: | Todos os países sem exceção, países desenvolvidos e países em desenvolvimento, conhecem o fenómeno económico - pobreza. O aumento da exclusão social, da disparidade de rendimentos e das grandes divergências e assimetrias regionais reforçam a ideia de que as políticas macroeconómicas não são suficientes para erradicar a pobreza. Constituindo um problema sentido à escala mundial, são várias as atividades desenvolvidas no sentido de eliminar ou aliviar a pobreza. Entre estas, o microcrédito apresenta-se como uma atividade que contribui para o combate à pobreza e melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, através da concessão de crédito bancário a pequenas empresas de indivíduos à partida excluídos do sistema financeiro tradicional. O objetivo desta dissertação é estudar o sector do microcrédito e o fenómeno da pobreza na região da América Latina e das Caraíbas, tentando perceber se existe uma relação entre o microcrédito e a redução da pobreza nesta região. Pela recolha de alguns indicadores relativos ao microcrédito e à pobreza, foi possível mensurar a relação entre estes dois conceitos e caracteriza-los, durante o período compreendido entre 1960 e 2012, em trinta e seis países desta região, recorrendo aos dados disponibilizados pelo Mix Market, World Bank e UNDP Human Development Reports. Este estudo foi realizado, inicialmente, com base num modelo econométrico, ao qual foi aplicado o método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), de forma a testar a existência da heterogeneidade não observada. Posteriormente, o modelo econométrico foi ainda testado através dos modelos de efeitos fixos e aleatórios. Os resultados obtidos permitem verificar que o Número de pobres que vivem com 2 dólares ou menos por dia (PPP) é influenciado por indicadores socioecónomicos como o Índice de Gini, o IDH e o total da percentagem rural e urbana. Contudo, de forma a ultrapassar possíveis problemas de escala, foi novamente estimado o modelo de regressão através dos efeitos fixos e aleatórios com a utilização de duas novas variáveis dependentes, a variável Proporção de pobres a nível nacional e a variável hiato de pobreza da população que vive com 2 dólares diários (PPP). Assim, os resultados indicam que o microcrédito, não está, de facto, a ser utilizado pelos mais pobres como de resto vem sido apontado por diversos autores na literatura económica. Na região da América Latina e das Caraíbas, ao contrário das outras regiões, existe um aproveitamento do microcrédito em termos económicos, nomeadamente, na comercialização do mesmo, deixando de parte o intuito com que foi criado. |
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| Autores principais: | Silva, Catarina Isabel Pereira da |
| Assunto: | Microcrédito Pobreza América Latina e Caraíbas Regressão linear múltipla Modelo de efeitos aleatórios Modelos de efeitos fixos Microcredit Poverty Latin America and the Caribbean Multiple linear regression Model of random effects Model of fixed effects |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Todos os países sem exceção, países desenvolvidos e países em desenvolvimento, conhecem o fenómeno económico - pobreza. O aumento da exclusão social, da disparidade de rendimentos e das grandes divergências e assimetrias regionais reforçam a ideia de que as políticas macroeconómicas não são suficientes para erradicar a pobreza. Constituindo um problema sentido à escala mundial, são várias as atividades desenvolvidas no sentido de eliminar ou aliviar a pobreza. Entre estas, o microcrédito apresenta-se como uma atividade que contribui para o combate à pobreza e melhoria da qualidade de vida dos indivíduos, através da concessão de crédito bancário a pequenas empresas de indivíduos à partida excluídos do sistema financeiro tradicional. O objetivo desta dissertação é estudar o sector do microcrédito e o fenómeno da pobreza na região da América Latina e das Caraíbas, tentando perceber se existe uma relação entre o microcrédito e a redução da pobreza nesta região. Pela recolha de alguns indicadores relativos ao microcrédito e à pobreza, foi possível mensurar a relação entre estes dois conceitos e caracteriza-los, durante o período compreendido entre 1960 e 2012, em trinta e seis países desta região, recorrendo aos dados disponibilizados pelo Mix Market, World Bank e UNDP Human Development Reports. Este estudo foi realizado, inicialmente, com base num modelo econométrico, ao qual foi aplicado o método dos Mínimos Quadrados Ordinários (MQO), de forma a testar a existência da heterogeneidade não observada. Posteriormente, o modelo econométrico foi ainda testado através dos modelos de efeitos fixos e aleatórios. Os resultados obtidos permitem verificar que o Número de pobres que vivem com 2 dólares ou menos por dia (PPP) é influenciado por indicadores socioecónomicos como o Índice de Gini, o IDH e o total da percentagem rural e urbana. Contudo, de forma a ultrapassar possíveis problemas de escala, foi novamente estimado o modelo de regressão através dos efeitos fixos e aleatórios com a utilização de duas novas variáveis dependentes, a variável Proporção de pobres a nível nacional e a variável hiato de pobreza da população que vive com 2 dólares diários (PPP). Assim, os resultados indicam que o microcrédito, não está, de facto, a ser utilizado pelos mais pobres como de resto vem sido apontado por diversos autores na literatura económica. Na região da América Latina e das Caraíbas, ao contrário das outras regiões, existe um aproveitamento do microcrédito em termos económicos, nomeadamente, na comercialização do mesmo, deixando de parte o intuito com que foi criado. |
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