Publicação
Caracterização e análise do índice de capacidade laboral em bombeiros
| Resumo: | A capacidade para o trabalho é actualmente influenciada pelas alterações populacionais que estão a ocorrer nas sociedades e pelo aumento das exigências da vida e do trabalho. Por não se conhecer a capacidade laboral de vários grupos profissionais, nomeadamente no contexto português, este estudo teve como objectivos avaliar a capacidade de trabalho dos Bombeiros e analisar essa capacidade laboral em função de factores sócio-demográficos e dos estilos de vida, assim como avaliar a associação existente entre o Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT) e algumas variáveis (idade, Índice de Massa Corporal - IMC), factores de trabalho (anos de serviços e horas de trabalho semanal). A amostra foi constituída por 152 Bombeiros do distrito de Viana do Castelo, dos quais eram 21 do sexo feminino e 131 do sexo masculino, com idade média de 33 (± 11) anos, um peso médio de 77,7 (± 14,8) kg, uma altura média de 1,72 (± 3,8) m e um IMC médio de 25,8 (± 3,8) kg.m2. Esta população foi avaliada segundo o ICT e através de um questionário de caracterização sócio-demográfica. Os resultados obtidos apontam para uma pontuação média do ICT de 42,73 (± 4,61), tendo os Bombeiros obtido um nível de Capacidade Laboral classificado como “Excelente ou Bom”. As doenças com maior prevalência correspondem às lesões traumáticas (resultantes de acidente), seguidas das doenças musculo-esqueléticas e das do foro mental. Através dos mesmos resultados foi, igualmente possível verificar que não existem diferenças com significado estatístico entre o ICT dos diferentes géneros (p=0,613), dos diferentes grupos etários (p=0,450), dos diferentes níveis educacionais (p=0,450) e das diferentes corporações do distrito de Viana do Castelo (p=0,987). Não foram encontradas diferenças com significado estatístico entre o ICT dos bombeiros de profissão e dos bombeiros com outra profissão (p= 0,356), dos grupos com e sem hábitos tabágicos (p=0,450) e prática de exercício físico (p=0,123). Verificou-se ainda existir diferenças estatisticamente significativas dos valores do ICT entre os indivíduos com presença e ausência das doenças resultantes de acidente (p< 0,001), doenças dos foros musculo-esquelético (p<0,001), respiratório (p=0,001), digestivo (p=0,007) e circulatório (p=0,012). Foi ainda concluído que não existem correlações significativas em termos estatísticos entre o ICT e as variáveis idade (r=-0,071; p=0,386), IMC (r=-0,103; p=0,206), anos de serviço (r=0,037; p=0,650) e horas de trabalho semanal (r=-0,022; p=0,785). Dentro das variáveis estudadas, concluiu-se que a presença de doenças resultante de acidente, dos foros musculo-esquelético, respiratório, digestivo e circulatório diminui significativamente a capacidade laboral, representando as lesões resultantes de acidente o factor mais influente. |
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| Autores principais: | Azevedo, Nuno Jorge Leal |
| Assunto: | Trabalho Índice de Capacidade para o Trabalho Bombeiros Portugal Work Work Ability Index Firefighters |
| Ano: | 2009 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A capacidade para o trabalho é actualmente influenciada pelas alterações populacionais que estão a ocorrer nas sociedades e pelo aumento das exigências da vida e do trabalho. Por não se conhecer a capacidade laboral de vários grupos profissionais, nomeadamente no contexto português, este estudo teve como objectivos avaliar a capacidade de trabalho dos Bombeiros e analisar essa capacidade laboral em função de factores sócio-demográficos e dos estilos de vida, assim como avaliar a associação existente entre o Índice de Capacidade para o Trabalho (ICT) e algumas variáveis (idade, Índice de Massa Corporal - IMC), factores de trabalho (anos de serviços e horas de trabalho semanal). A amostra foi constituída por 152 Bombeiros do distrito de Viana do Castelo, dos quais eram 21 do sexo feminino e 131 do sexo masculino, com idade média de 33 (± 11) anos, um peso médio de 77,7 (± 14,8) kg, uma altura média de 1,72 (± 3,8) m e um IMC médio de 25,8 (± 3,8) kg.m2. Esta população foi avaliada segundo o ICT e através de um questionário de caracterização sócio-demográfica. Os resultados obtidos apontam para uma pontuação média do ICT de 42,73 (± 4,61), tendo os Bombeiros obtido um nível de Capacidade Laboral classificado como “Excelente ou Bom”. As doenças com maior prevalência correspondem às lesões traumáticas (resultantes de acidente), seguidas das doenças musculo-esqueléticas e das do foro mental. Através dos mesmos resultados foi, igualmente possível verificar que não existem diferenças com significado estatístico entre o ICT dos diferentes géneros (p=0,613), dos diferentes grupos etários (p=0,450), dos diferentes níveis educacionais (p=0,450) e das diferentes corporações do distrito de Viana do Castelo (p=0,987). Não foram encontradas diferenças com significado estatístico entre o ICT dos bombeiros de profissão e dos bombeiros com outra profissão (p= 0,356), dos grupos com e sem hábitos tabágicos (p=0,450) e prática de exercício físico (p=0,123). Verificou-se ainda existir diferenças estatisticamente significativas dos valores do ICT entre os indivíduos com presença e ausência das doenças resultantes de acidente (p< 0,001), doenças dos foros musculo-esquelético (p<0,001), respiratório (p=0,001), digestivo (p=0,007) e circulatório (p=0,012). Foi ainda concluído que não existem correlações significativas em termos estatísticos entre o ICT e as variáveis idade (r=-0,071; p=0,386), IMC (r=-0,103; p=0,206), anos de serviço (r=0,037; p=0,650) e horas de trabalho semanal (r=-0,022; p=0,785). Dentro das variáveis estudadas, concluiu-se que a presença de doenças resultante de acidente, dos foros musculo-esquelético, respiratório, digestivo e circulatório diminui significativamente a capacidade laboral, representando as lesões resultantes de acidente o factor mais influente. |
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