Publicação
Balanced scorecard, cultura organizacional e desempenho: O caso das maiores exportadoras de Portugal
| Resumo: | O atual contexto macroeconómico, caraterizado por um ambiente competitivo e turbulento, à escala global, impõe que as organizações, particularmente as que estão mais expostas aos mercados internacionais, tenham a capacidade de alcançar um desempenho sustentado, em prol da sua continuidade no mercado. Face a esta exigência, os gestores procuram implementar instrumentos eficazes na avaliação do desempenho organizacional. Neste sentido, a ferramenta de gestão do Balanced Scorecard (BSC) é reconhecida unanimemente como sendo capaz de alinhar a estratégia e de sustentar a comunicação da estratégia transversalmente a toda a organização, permitindo uma monitorização do desempenho de curto e longo prazo, abrangendo, para além da perspetiva externa, também as perspetivas internas. Esta análise agregada permite a avaliação, não só dos indicadores de resultados (ocorrência), como também dos indicadores de tendência. Perante esta ampla monitorização, salienta-se o papel da cultura para a interpretação do desempenho, evidenciando que a cultura é reconhecida, também, devido ao seu impacto no próprio desempenho. Neste contexto, o objetivo principal desta investigação consiste em identificar os perfis culturais das maiores exportadoras portuguesas sem BSC e com BSC. Particularmente, no que concerne à caraterização do tipo de cultura, à importância atribuída às diferentes perspetivas do BSC e seus fatores críticos, assim como, ao contributo do BSC no foco estratégico e desempenho organizacional. Esta investigação assenta num paradigma positivista, com recurso à aplicação de um questionário às 250 maiores empresas exportadoras de Portugal. A evidência empírica resultante da análise dos 107 questionários revela que, apesar da maior frequência absoluta do tipo de cultura da Adhocracia em organizações sem BSC e do tipo de cultura de Mercado em organizações com BSC, existem poucos fatores distintivos relacionados com o tipo de cultura. Verificando-se porém diferenças no estilo de liderança dos gestores. Equiparando os resultados, de ambas as organizações (sem e com BSC), em relação à importância atribuída às perspetivas do BSC e seus fatores críticos, denota-se que a perspetiva da aprendizagem é menos valorizada em organizações sem BSC. No que concerne ao reconhecimento do potencial do BSC, tanto para o foco estratégico, como para o desempenho organizacional, constata-se que não existe um tipo de cultura impeditivo para a adoção do BSC. Em suma, salienta-se que a adoção do BSC ainda se encontra em fase de crescimento, pelo que mais estudos necessitam de ser desenvolvidos com o objetivo de clarificar esta tendência noutro tipo de organizações e noutros contextos culturais nacionais. |
|---|---|
| Autores principais: | Oliveira, Cidália Pereira |
| Assunto: | Balanced Scorecard Cultura Organizacional Desempenho Maiores exportadoras Portuguesas Balanced Scorecard Organizational culture Performance Largest Portuguese exporters |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O atual contexto macroeconómico, caraterizado por um ambiente competitivo e turbulento, à escala global, impõe que as organizações, particularmente as que estão mais expostas aos mercados internacionais, tenham a capacidade de alcançar um desempenho sustentado, em prol da sua continuidade no mercado. Face a esta exigência, os gestores procuram implementar instrumentos eficazes na avaliação do desempenho organizacional. Neste sentido, a ferramenta de gestão do Balanced Scorecard (BSC) é reconhecida unanimemente como sendo capaz de alinhar a estratégia e de sustentar a comunicação da estratégia transversalmente a toda a organização, permitindo uma monitorização do desempenho de curto e longo prazo, abrangendo, para além da perspetiva externa, também as perspetivas internas. Esta análise agregada permite a avaliação, não só dos indicadores de resultados (ocorrência), como também dos indicadores de tendência. Perante esta ampla monitorização, salienta-se o papel da cultura para a interpretação do desempenho, evidenciando que a cultura é reconhecida, também, devido ao seu impacto no próprio desempenho. Neste contexto, o objetivo principal desta investigação consiste em identificar os perfis culturais das maiores exportadoras portuguesas sem BSC e com BSC. Particularmente, no que concerne à caraterização do tipo de cultura, à importância atribuída às diferentes perspetivas do BSC e seus fatores críticos, assim como, ao contributo do BSC no foco estratégico e desempenho organizacional. Esta investigação assenta num paradigma positivista, com recurso à aplicação de um questionário às 250 maiores empresas exportadoras de Portugal. A evidência empírica resultante da análise dos 107 questionários revela que, apesar da maior frequência absoluta do tipo de cultura da Adhocracia em organizações sem BSC e do tipo de cultura de Mercado em organizações com BSC, existem poucos fatores distintivos relacionados com o tipo de cultura. Verificando-se porém diferenças no estilo de liderança dos gestores. Equiparando os resultados, de ambas as organizações (sem e com BSC), em relação à importância atribuída às perspetivas do BSC e seus fatores críticos, denota-se que a perspetiva da aprendizagem é menos valorizada em organizações sem BSC. No que concerne ao reconhecimento do potencial do BSC, tanto para o foco estratégico, como para o desempenho organizacional, constata-se que não existe um tipo de cultura impeditivo para a adoção do BSC. Em suma, salienta-se que a adoção do BSC ainda se encontra em fase de crescimento, pelo que mais estudos necessitam de ser desenvolvidos com o objetivo de clarificar esta tendência noutro tipo de organizações e noutros contextos culturais nacionais. |
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