Publicação
Análise paramétrica do desempenho de envidraçados em fachadas de edifícios
| Resumo: | A sustentabilidade e a eficiência energética têm ganho, nos últimos anos, uma importância crescente na Europa e no mundo. Impulsionados pela crise económica, pela necessidade de, por um lado reduzir os custos, e por outro aumentar a autonomia energética, bem como pela crescente consciencialização das alterações climáticas, levaram a que a melhoria da eficiência energética dos edifícios se tornasse numa estratégia considerada central no futuro da União Europeia (UE). Na Europa, aproximadamente 25 a 40% da energia final é consumida nos edifícios (iluminação, aquecimento e arrefecimento), pelo que é fundamental adotar medidas e estratégias de eficiência energética que permitam reduzir o consumo energético, e assim, a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Com a transposição das diretivas europeias para a legislação de Portugal, aumentam as exigências na melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses, ao nível do isolamento da envolvente externa, onde se incluem os envidraçados. As medidas de melhoria energética dos vãos envidraçados e a sua contribuição para a melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses foram reforçadas com a introdução de novos requisitos de referência nos novos regulamentos (Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Habitação - REH e Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Comércio e Serviços - RECS) e da criação do Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos - SEEP JANELAS. Sendo os envidraçados elementos importantes de uma janela e constantes nas edificações, com trocas de energia importantes, será relevante conhecer as várias propriedades destes e de que forma influenciam o desempenho dos edifícios onde estão inseridos, relacionando, questões financeiras no seu estudo de custo/beneficio. Existindo no mercado vários fabricantes a comercializarem envidraçados com diferentes funções e características, é objetivo desta dissertação, a de comparar e relacionar os diferentes parâmetros dos envidraçados, para assim determinar as soluções mais otimizadas com boas relações de desempenho energético e rentabilização do investimento realizado inicialmente. Da análise e das simulações efetuadas destaca-se o facto de ter sido possível concluir que não existe uma relação linear entre o preço dos envidraçados e o seu desempenho termo energético quando integrados num edifício. Motivo pelo qual, a identificação da melhor relação entre o Fator Solar (g), o coeficiente de transmissão térmica (Ug) e o custo terá sempre que ser avaliada em cada caso concreto. |
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| Autores principais: | Costa, Pábulo Xilânder Martins Carneiro da |
| Assunto: | Eficiência energética Envidraçados Sustentabilidade Rentabilização Energy efficiency Glazing Sustainability Profitability |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A sustentabilidade e a eficiência energética têm ganho, nos últimos anos, uma importância crescente na Europa e no mundo. Impulsionados pela crise económica, pela necessidade de, por um lado reduzir os custos, e por outro aumentar a autonomia energética, bem como pela crescente consciencialização das alterações climáticas, levaram a que a melhoria da eficiência energética dos edifícios se tornasse numa estratégia considerada central no futuro da União Europeia (UE). Na Europa, aproximadamente 25 a 40% da energia final é consumida nos edifícios (iluminação, aquecimento e arrefecimento), pelo que é fundamental adotar medidas e estratégias de eficiência energética que permitam reduzir o consumo energético, e assim, a redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera. Com a transposição das diretivas europeias para a legislação de Portugal, aumentam as exigências na melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses, ao nível do isolamento da envolvente externa, onde se incluem os envidraçados. As medidas de melhoria energética dos vãos envidraçados e a sua contribuição para a melhoria da eficiência energética dos edifícios portugueses foram reforçadas com a introdução de novos requisitos de referência nos novos regulamentos (Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Habitação - REH e Regulamento de Desempenho Energético de Edifícios de Comércio e Serviços - RECS) e da criação do Sistema de Etiquetagem Energética de Produtos - SEEP JANELAS. Sendo os envidraçados elementos importantes de uma janela e constantes nas edificações, com trocas de energia importantes, será relevante conhecer as várias propriedades destes e de que forma influenciam o desempenho dos edifícios onde estão inseridos, relacionando, questões financeiras no seu estudo de custo/beneficio. Existindo no mercado vários fabricantes a comercializarem envidraçados com diferentes funções e características, é objetivo desta dissertação, a de comparar e relacionar os diferentes parâmetros dos envidraçados, para assim determinar as soluções mais otimizadas com boas relações de desempenho energético e rentabilização do investimento realizado inicialmente. Da análise e das simulações efetuadas destaca-se o facto de ter sido possível concluir que não existe uma relação linear entre o preço dos envidraçados e o seu desempenho termo energético quando integrados num edifício. Motivo pelo qual, a identificação da melhor relação entre o Fator Solar (g), o coeficiente de transmissão térmica (Ug) e o custo terá sempre que ser avaliada em cada caso concreto. |
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