Publicação
Jogos, brinquedos e brincadeiras: trajectos intergeracionais
| Resumo: | Os jogos, os brinquedos e as brincadeiras são ferramentas imprescindíveis na construção da cultura lúdica das crianças. Nas práticas lúdicas das crianças concretiza-se, quase desde o dealbar de cada vida, uma boa parte do processo de socialização do indivíduo, vivido de forma autónoma pelos grupos de pares, gerador de competências sociais, de conhecimento do meio, de convivência, de partilha, de resiliência, de cumprimento de regras, de fruição de prazer, em suma, de enfrentamento das mais diversas e, por vezes, adversas situações vivenciais. A tese Jogos, Brinquedos e Brincadeiras – Trajectos Intergeracionais sustenta-se teoricamente na Sociologia da Infância para identificar a presença do lúdico no quotidiano das crianças, procurando assinalar contextos e realidades sociais distintas e discernir, na travessia dos tempos, as formas, os processos de transmissão, as ameaças e as possibilidades de brincar das crianças. Através de uma investigação de natureza qualitativa, com a realização de entrevistas a membros das mesmas famílias de quatro gerações (filhos, pais, avós e bisavós), estabelecem-se rotas de acesso ao conhecimento sobre os modos como os jogos, os brinquedos e as brincadeiras têm realizado o seu percurso histórico, sobre os espaçostempos da brincadeira, e sobre as práticas de permissão, transgressão e (re)produção do brincar, para, por meio desse conhecimento, aclarar as configurações sociais, atravessadas por desigualdades sociais e pela diversidade cultural, que permitem e ou inibem a afirmação das crianças como actores sociais e sujeitos produtores de cultura. Num mundo em mudança global muito acentuada, a cultura lúdica das crianças não poderia nele passar incólume nas suas seculares práticas. Identificar velhos e novos padrões lúdicos pode contribuir para equilibrar uma balança que, cada vez mais, parece pender para a perda do sentido de autonomia do movimento, da criatividade e do próprio corpo da criança e para a subordinação a formas estandardizadas e mercantis do brincar. |
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| Autores principais: | Silva, Alberto Nidio Barbosa de Araújo e |
| Assunto: | Brincadeira Brinquedo Jogo Transmissão Gerações Cultura lúdica Game Toy Play Transmission Generations Playful culture |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | tese de doutoramento |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os jogos, os brinquedos e as brincadeiras são ferramentas imprescindíveis na construção da cultura lúdica das crianças. Nas práticas lúdicas das crianças concretiza-se, quase desde o dealbar de cada vida, uma boa parte do processo de socialização do indivíduo, vivido de forma autónoma pelos grupos de pares, gerador de competências sociais, de conhecimento do meio, de convivência, de partilha, de resiliência, de cumprimento de regras, de fruição de prazer, em suma, de enfrentamento das mais diversas e, por vezes, adversas situações vivenciais. A tese Jogos, Brinquedos e Brincadeiras – Trajectos Intergeracionais sustenta-se teoricamente na Sociologia da Infância para identificar a presença do lúdico no quotidiano das crianças, procurando assinalar contextos e realidades sociais distintas e discernir, na travessia dos tempos, as formas, os processos de transmissão, as ameaças e as possibilidades de brincar das crianças. Através de uma investigação de natureza qualitativa, com a realização de entrevistas a membros das mesmas famílias de quatro gerações (filhos, pais, avós e bisavós), estabelecem-se rotas de acesso ao conhecimento sobre os modos como os jogos, os brinquedos e as brincadeiras têm realizado o seu percurso histórico, sobre os espaçostempos da brincadeira, e sobre as práticas de permissão, transgressão e (re)produção do brincar, para, por meio desse conhecimento, aclarar as configurações sociais, atravessadas por desigualdades sociais e pela diversidade cultural, que permitem e ou inibem a afirmação das crianças como actores sociais e sujeitos produtores de cultura. Num mundo em mudança global muito acentuada, a cultura lúdica das crianças não poderia nele passar incólume nas suas seculares práticas. Identificar velhos e novos padrões lúdicos pode contribuir para equilibrar uma balança que, cada vez mais, parece pender para a perda do sentido de autonomia do movimento, da criatividade e do próprio corpo da criança e para a subordinação a formas estandardizadas e mercantis do brincar. |
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