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As feiras e os seus dispositivos: para um realismo utópico

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Esta dissertação tem como tema central o fenómeno urbano das feiras ambulantes. Tudo se iniciou com a observação de algo que geralmente não é considerado arquitetura - a feira -, a partir de um olhar de arquiteto. Este modo de ler o fenómeno catalisou uma discussão teórica entre dois “modos de fazer” arquitetura aparentemente opostos: a utopia e o pragmatismo. A partir da análise do modo de atuação e de produção do espaço, verifica-se que na feira existe um processo de adaptação constante que ocorre ao longo de uma rotina diária. Esta constatação permitiu alcançar a ideia de que este fenómeno é uma “utopia prática” que funde utopia e pragmatismo na ação de produzir espaço. A arquitetura da “utopia prática” adota uma postura crítica e pragmática em relação às convenções. É este conceito que, numa ambição final, será visto como um potencial catalisador de alternativas da produção do espaço na arquitetura comum.
Autores principais:Ferreira, Ana Rita da Silva
Assunto:Utopia Pragmatismo Realismo utópico Utopia prática Feira Veículo Mobilidade Flexibilidade Desenho de suportes Mat-building Rizoma Pragmatism Utopian realism Practical utopia Street market Vehicle Mobility Flexibility Supports Mat-building Rhizome Humanidades::Artes
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta dissertação tem como tema central o fenómeno urbano das feiras ambulantes. Tudo se iniciou com a observação de algo que geralmente não é considerado arquitetura - a feira -, a partir de um olhar de arquiteto. Este modo de ler o fenómeno catalisou uma discussão teórica entre dois “modos de fazer” arquitetura aparentemente opostos: a utopia e o pragmatismo. A partir da análise do modo de atuação e de produção do espaço, verifica-se que na feira existe um processo de adaptação constante que ocorre ao longo de uma rotina diária. Esta constatação permitiu alcançar a ideia de que este fenómeno é uma “utopia prática” que funde utopia e pragmatismo na ação de produzir espaço. A arquitetura da “utopia prática” adota uma postura crítica e pragmática em relação às convenções. É este conceito que, numa ambição final, será visto como um potencial catalisador de alternativas da produção do espaço na arquitetura comum.