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Selfie: a força comunicacional do autorretrato que as redes sociais reinventaram

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Resumo:As selfies inauguraram, neste início do século XXI, uma nova forma de autorretrato que se diferencia do clássico em dois aspetos: Dispensa a máquina fotográfica convencional – é feito com aparelhos de comunicação móvel, como os smartphones, ou webcam – e acaba publicado nas redes sociais. Este novo elemento de comunicação visual prolifera na Internet e assume grande relevância na vida contemporânea. Fotografar-se individualmente ou num coletivo, em locais públicos, de acesso mais restrito ou até íntimo, e descarregar a imagem no Instagram ou no Facebook tornou-se um comportamento social. Aclamado por uns, menos bem visto por outros, mas com muitos adeptos. O desafio deste estudo passa, enquanto questão de partida, por compreender as motivações pessoais, profissionais, sociais, políticas, religiosas e até económicas, que impulsionam os autores de selfies. Questionar a sua eventual superficialidade e vertente narcísica, a sua durabilidade como fenómeno e o seu potencial como forma de comunicação num contexto de grande avanço tecnológico. O objetivo é demonstrar, enquanto hipótese mais plausível, que o autorretrato digital contemporâneo se apresenta, pela sua força comunicacional, como uma ‘arma’ de comunicação virtual. Utilizada por grandes líderes políticos e religiosos, seguidores do Estado Islâmico (EI), figuras públicas e uma imensa multidão de cidadãos anónimos. São pilares deste estudo as teorias do investigador Lev Manovich, estudioso da “sociedade do software” que tem prestado grande atenção às selfies. E do sociólogo francês Michel Maffesoli para quem os modelos de comunicação emergentes da tecnologia pós-moderna “confortam a vida em sociedade” e a direcionam para “um reencantamento do mundo”. A amostra no campo empírico da pesquisa inclui redes sociais e imprensa nacional e internacional. Foi realizada uma análise de conteúdo dessas fontes e documentos, bem como uma entrevista ao Diretor do Jornal de Notícias, Dr. Domingos Andrade. Espera-se que este estudo possa contribuir para um maior esclarecimento teórico do fenómeno em análise, no quadro dos Communication Studies. E que a leitura deste texto inspire uma melhor compreensão de um tal processo, tanto por parte dos cidadãos que fazem selfies, como dos que as observam e difundem na imprensa.
Autores principais:Fernandes, Ana Maria Peixoto
Assunto:Selfie Autorretrato digital Redes sociais Self Sociedade Software Comunicação Poder Universo virtual
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:As selfies inauguraram, neste início do século XXI, uma nova forma de autorretrato que se diferencia do clássico em dois aspetos: Dispensa a máquina fotográfica convencional – é feito com aparelhos de comunicação móvel, como os smartphones, ou webcam – e acaba publicado nas redes sociais. Este novo elemento de comunicação visual prolifera na Internet e assume grande relevância na vida contemporânea. Fotografar-se individualmente ou num coletivo, em locais públicos, de acesso mais restrito ou até íntimo, e descarregar a imagem no Instagram ou no Facebook tornou-se um comportamento social. Aclamado por uns, menos bem visto por outros, mas com muitos adeptos. O desafio deste estudo passa, enquanto questão de partida, por compreender as motivações pessoais, profissionais, sociais, políticas, religiosas e até económicas, que impulsionam os autores de selfies. Questionar a sua eventual superficialidade e vertente narcísica, a sua durabilidade como fenómeno e o seu potencial como forma de comunicação num contexto de grande avanço tecnológico. O objetivo é demonstrar, enquanto hipótese mais plausível, que o autorretrato digital contemporâneo se apresenta, pela sua força comunicacional, como uma ‘arma’ de comunicação virtual. Utilizada por grandes líderes políticos e religiosos, seguidores do Estado Islâmico (EI), figuras públicas e uma imensa multidão de cidadãos anónimos. São pilares deste estudo as teorias do investigador Lev Manovich, estudioso da “sociedade do software” que tem prestado grande atenção às selfies. E do sociólogo francês Michel Maffesoli para quem os modelos de comunicação emergentes da tecnologia pós-moderna “confortam a vida em sociedade” e a direcionam para “um reencantamento do mundo”. A amostra no campo empírico da pesquisa inclui redes sociais e imprensa nacional e internacional. Foi realizada uma análise de conteúdo dessas fontes e documentos, bem como uma entrevista ao Diretor do Jornal de Notícias, Dr. Domingos Andrade. Espera-se que este estudo possa contribuir para um maior esclarecimento teórico do fenómeno em análise, no quadro dos Communication Studies. E que a leitura deste texto inspire uma melhor compreensão de um tal processo, tanto por parte dos cidadãos que fazem selfies, como dos que as observam e difundem na imprensa.