Publicação
O papel da articulação interdisciplinar na regulação do esforço de aprendizagem em ambientes online
| Resumo: | A evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação tem vindo a mudar o modo e os meios como acedemos à informação e ao conhecimento. Esta circunstância favoreceu a emergência de novos paradigmas e realçou a importância da aquisição de um conjunto de capacidades, entre as quais destacamos a competência digital e aprender a aprender. Atentas a esta nova realidade, as instituições de Ensino Superior têm procurado aproximar novos públicos, através da oferta crescente de cursos de pósgraduação realizados parcial ou integralmente a distância, proporcionando uma aprendizagem verdadeiramente multidimensional e ubíqua. Neste novo paradigma tecnológico e educativo, os docentes tendem a adotar novos modelos pedagógicos facilitados pelas tecnologias digitais, propondo aos estudantes a realização de tarefas fora do contexto formal de sala de aula. Sabemos, no entanto, que estas atividades são hoje quase sempre realizadas em ambientes online, imersos nos quais os estudantes experienciam múltiplos percursos de aprendizagem, raramente lineares, que devem incluir a leitura crítica, a avaliação e a validação da credibilidade de todas as fontes consultadas. Com efeito, estas atividades exigem dos estudantes de hoje novas competências, atitudes e literacias, e de mais tempo para refletir. Porém, se a proposta de tarefas for realizada de uma forma isolada, concorrente, e não articulada pelos docentes da turma, a potencial elevada simultaneidade de atividades poderá exigir de alguns estudantes um esforço de aprendizagem excessivo, restringindo o tempo necessário para poderem refletir, aprofundar e consolidar as suas aprendizagens. Este estudo procura contribuir para a compreensão de que os estudantes constituem um recurso partilhado pelos docentes da turma, e de que neste sentido, os docentes poderão promover a regulação das suas aprendizagens se conhecerem previamente a calendarização de todas as tarefas propostas pelos seus pares. Apoiados numa metodologia de desenvolvimento com recurso a uma revisão sistemática da literatura e a entrevistas coletivas do tipo focus group com docentes e estudantes do Ensino Superior, confirmamos a relevância do problema e descrevemos uma solução capaz de proporcionar aos docentes da turma o conhecimento em tempo real da calendarização de todas as tarefas propostas. Além disso, apresentamos as perspetivas dos docentes inquiridos sobre este meio comunicante, bem como um conjunto de desafios potencialmente envolvidos na sua implementação. |
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| Autores principais: | Rodrigues, Nuno Queirós |
| Assunto: | Ambientes de aprendizagem online Articulação interdisciplinar Tempo Reflexão Consolidação da aprendizagem Online learning environments Interdisciplinary articulation Time Reflection Deep learning |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A evolução das Tecnologias da Informação e da Comunicação tem vindo a mudar o modo e os meios como acedemos à informação e ao conhecimento. Esta circunstância favoreceu a emergência de novos paradigmas e realçou a importância da aquisição de um conjunto de capacidades, entre as quais destacamos a competência digital e aprender a aprender. Atentas a esta nova realidade, as instituições de Ensino Superior têm procurado aproximar novos públicos, através da oferta crescente de cursos de pósgraduação realizados parcial ou integralmente a distância, proporcionando uma aprendizagem verdadeiramente multidimensional e ubíqua. Neste novo paradigma tecnológico e educativo, os docentes tendem a adotar novos modelos pedagógicos facilitados pelas tecnologias digitais, propondo aos estudantes a realização de tarefas fora do contexto formal de sala de aula. Sabemos, no entanto, que estas atividades são hoje quase sempre realizadas em ambientes online, imersos nos quais os estudantes experienciam múltiplos percursos de aprendizagem, raramente lineares, que devem incluir a leitura crítica, a avaliação e a validação da credibilidade de todas as fontes consultadas. Com efeito, estas atividades exigem dos estudantes de hoje novas competências, atitudes e literacias, e de mais tempo para refletir. Porém, se a proposta de tarefas for realizada de uma forma isolada, concorrente, e não articulada pelos docentes da turma, a potencial elevada simultaneidade de atividades poderá exigir de alguns estudantes um esforço de aprendizagem excessivo, restringindo o tempo necessário para poderem refletir, aprofundar e consolidar as suas aprendizagens. Este estudo procura contribuir para a compreensão de que os estudantes constituem um recurso partilhado pelos docentes da turma, e de que neste sentido, os docentes poderão promover a regulação das suas aprendizagens se conhecerem previamente a calendarização de todas as tarefas propostas pelos seus pares. Apoiados numa metodologia de desenvolvimento com recurso a uma revisão sistemática da literatura e a entrevistas coletivas do tipo focus group com docentes e estudantes do Ensino Superior, confirmamos a relevância do problema e descrevemos uma solução capaz de proporcionar aos docentes da turma o conhecimento em tempo real da calendarização de todas as tarefas propostas. Além disso, apresentamos as perspetivas dos docentes inquiridos sobre este meio comunicante, bem como um conjunto de desafios potencialmente envolvidos na sua implementação. |
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