Publicação
Barreiras à entrada em Portugal
| Resumo: | A questão levantada por Smiley (1988) e Singh et al. (1998) sobre a falta de estudos empíricos sobre a importância das barreiras à entrada tem extrema importância. Algumas das barreiras identificadas pelos vários estudos parecem meramente baseados na teoria. Porém, existem algumas barreiras que na realidade desempenham um papel relevante e necessitam de atenção por parte das autoridades da concorrência. Como tal, o objetivo deste estudo é identificar as barreiras à entrada que têm sido mais frequentemente usadas por empresas portuguesas para inibir a entrada de novas empresas e quais as que afetam mais a decisão de entrada no mercado. Através de um questionário dirigido às empresas portuguesas dos setores da construção, indústria transformadora e comércio por grosso e a retalho conclui-se que as barreiras com mais importância estão relacionadas com custos afundados, necessidade de capital, custos de capital e desvantagens de custo. Como tal, as autoridades deveriam dar atenção especial ao funcionamento dos mercados financeiros. As barreiras que parecem ter menor importância para as empresas portuguesas são os acordos estratégicos, o acesso a I&D, os custos de mudança e a garantia do input/controlo sob os recursos. Apesar de algumas diferenças pouco significativas, a ordem de importância das várias barreiras à entrada é coerente entre os diferentes setores de atividade e entre as empresas de diferentes dimensões. Ainda assim, as micro empresas têm uma perceção mais baixa no que concerne às barreiras à entrada do que as PME’s e grandes empresas. Uma análise fatorial permitiu identificar as seis dimensões subjacentes das barreiras à entrada: I&D, comportamento estratégico, risco de investimento, publicidade, desvantagens de custo e capacidade. Estes resultados demonstram que, na perceção das empresas, tanto as barreiras estruturais como as estratégicas são importantes e a eficácia das barreiras estratégicas depende das características estruturais do mercado. Apesar de os dados indicarem que as barreiras à entrada não são um fenómeno com elevada gravidade na economia portuguesa, elas podem criar restrições às forças competitivas em determinados mercados pelo que merecem atenção por parte das autoridades da concorrência. |
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| Autores principais: | Couto, Alexandra Isabel Correia do |
| Assunto: | Barreiras à entrada Novas empresas Comportamento estratégico Barriers to entry New firms Strategic behavior |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A questão levantada por Smiley (1988) e Singh et al. (1998) sobre a falta de estudos empíricos sobre a importância das barreiras à entrada tem extrema importância. Algumas das barreiras identificadas pelos vários estudos parecem meramente baseados na teoria. Porém, existem algumas barreiras que na realidade desempenham um papel relevante e necessitam de atenção por parte das autoridades da concorrência. Como tal, o objetivo deste estudo é identificar as barreiras à entrada que têm sido mais frequentemente usadas por empresas portuguesas para inibir a entrada de novas empresas e quais as que afetam mais a decisão de entrada no mercado. Através de um questionário dirigido às empresas portuguesas dos setores da construção, indústria transformadora e comércio por grosso e a retalho conclui-se que as barreiras com mais importância estão relacionadas com custos afundados, necessidade de capital, custos de capital e desvantagens de custo. Como tal, as autoridades deveriam dar atenção especial ao funcionamento dos mercados financeiros. As barreiras que parecem ter menor importância para as empresas portuguesas são os acordos estratégicos, o acesso a I&D, os custos de mudança e a garantia do input/controlo sob os recursos. Apesar de algumas diferenças pouco significativas, a ordem de importância das várias barreiras à entrada é coerente entre os diferentes setores de atividade e entre as empresas de diferentes dimensões. Ainda assim, as micro empresas têm uma perceção mais baixa no que concerne às barreiras à entrada do que as PME’s e grandes empresas. Uma análise fatorial permitiu identificar as seis dimensões subjacentes das barreiras à entrada: I&D, comportamento estratégico, risco de investimento, publicidade, desvantagens de custo e capacidade. Estes resultados demonstram que, na perceção das empresas, tanto as barreiras estruturais como as estratégicas são importantes e a eficácia das barreiras estratégicas depende das características estruturais do mercado. Apesar de os dados indicarem que as barreiras à entrada não são um fenómeno com elevada gravidade na economia portuguesa, elas podem criar restrições às forças competitivas em determinados mercados pelo que merecem atenção por parte das autoridades da concorrência. |
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