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Avaliação do desempenho de colas como meio de adesão em couros naturais

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Resumo:O trabalho aqui presente foi desenvolvido na ATEPELI – Ateliers de Portugal, uma empresa especializada na produção de componentes de marroquinaria de luxo, no âmbito do Projeto Individual do 2º ano de Mestrado em Técnicas de Caracterização e Análise Química. Teve como objetivo comparar o desempenho de colas utilizadas na empresa, AA1 e AA2, com a cola AQ Contact, AQc, para a possível resolução de problemas recorrentes na produção de componentes constituídos por peles naturais e croute. Neste trabalho, foram produzidas amostras planas de acordo com a norma ISO 2411: 2017, mas também componentes atualmente produzidos pela empresa. Foram feitos testes de adesão e de tração, que avaliam a resistência de adesão na separação de complexos planos e a força mínima para romper componentes, respetivamente. Em paralelo, foram realizados testes climáticos para avaliar o efeito de temperatura e humidade relativa elevadas, na performance da cola nas amostras produzidas. O desempenho das colas foi avaliado nos complexos planos e nos componentes recorrendo ao teste t e foram realizados teste de Youden para identificar as grandezas com maior influência na sua performance. Nos resultados obtidos, no complexo plano I, a cola AQc reativada, AQc r, destacou-se com os melhores resultados, enquanto a cola AA2, obteve os piores, de uma forma global. No complexo plano II, as colas AA1 e AQc, obtiveram uma performance semelhante não sendo evidenciado diferenças significativas. Apenas as amostras produzidas com a cola AQc que foram sujeitas a teste climático se destacaram. No componente designado por poignée, as colas obtiveram resultados semelhantes, nos resultados sem e com teste climático. Por último, nos resultados obtidos no lien, apenas a AQc ultrapassou o valor alvo, no tipo de couro C2. Mas destacou-se pela negativa, devido às amostras descolarem nos locais de maior tensão/torção da peça após o teste climático. Desta forma, foi concluído que a nova cola AQc não se encontra otimizada de forma a competir com as colas atualmente utilizadas, devido aos variados problemas a nível de produção, aconselhando-se a rever os métodos de utilização das colas atualmente empregadas na empresa, tentando, assim, melhorar a sua performance.
Autores principais:Santos, Patrícia Cristina Pinto dos
Assunto:Adesão Cola Couro Performance Adhesion Glue Leather
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O trabalho aqui presente foi desenvolvido na ATEPELI – Ateliers de Portugal, uma empresa especializada na produção de componentes de marroquinaria de luxo, no âmbito do Projeto Individual do 2º ano de Mestrado em Técnicas de Caracterização e Análise Química. Teve como objetivo comparar o desempenho de colas utilizadas na empresa, AA1 e AA2, com a cola AQ Contact, AQc, para a possível resolução de problemas recorrentes na produção de componentes constituídos por peles naturais e croute. Neste trabalho, foram produzidas amostras planas de acordo com a norma ISO 2411: 2017, mas também componentes atualmente produzidos pela empresa. Foram feitos testes de adesão e de tração, que avaliam a resistência de adesão na separação de complexos planos e a força mínima para romper componentes, respetivamente. Em paralelo, foram realizados testes climáticos para avaliar o efeito de temperatura e humidade relativa elevadas, na performance da cola nas amostras produzidas. O desempenho das colas foi avaliado nos complexos planos e nos componentes recorrendo ao teste t e foram realizados teste de Youden para identificar as grandezas com maior influência na sua performance. Nos resultados obtidos, no complexo plano I, a cola AQc reativada, AQc r, destacou-se com os melhores resultados, enquanto a cola AA2, obteve os piores, de uma forma global. No complexo plano II, as colas AA1 e AQc, obtiveram uma performance semelhante não sendo evidenciado diferenças significativas. Apenas as amostras produzidas com a cola AQc que foram sujeitas a teste climático se destacaram. No componente designado por poignée, as colas obtiveram resultados semelhantes, nos resultados sem e com teste climático. Por último, nos resultados obtidos no lien, apenas a AQc ultrapassou o valor alvo, no tipo de couro C2. Mas destacou-se pela negativa, devido às amostras descolarem nos locais de maior tensão/torção da peça após o teste climático. Desta forma, foi concluído que a nova cola AQc não se encontra otimizada de forma a competir com as colas atualmente utilizadas, devido aos variados problemas a nível de produção, aconselhando-se a rever os métodos de utilização das colas atualmente empregadas na empresa, tentando, assim, melhorar a sua performance.