Publicação
Cenários de desenvolvimento de baixo carbono em Angola até 2050
| Resumo: | No atual contexto de alterações climáticas, é visível a atenção por parte das organizações internacionais em conjunto com vários países, por forma a se criarem estratégias para dar resposta a este problema. Neste contexto, as orientações advindas do Acordo de Paris, são célebres passos internacionais, que demostram o nível de compromisso dos países que têm desenvolvido estratégias de desenvolvimento de baixas emissões. Sendo Angola um país em desenvolvimento, é importante associar nos seus planos económicos a intenção de se desenvolver com baixas emissões. Por esta razão, Angola desenvolveu a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2018 a 2030 (ENAC), com o propósito de promover a transição para uma economia de baixo carbono. Mas este documento não apresenta um plano operacional. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo primordial projetar um cenário de descarbonização até 2050, em comparação aos cenários de referência e mitigação pré-existentes, demonstrando diferentes medidas adicionais de redução de emissões. Esta tarefa é feita à luz das principais análises internacionais, como uma estratégia a longo prazo, para uma economia com baixo carbono, assegurando um crescimento e desenvolvimento económico, bem como a sustentabilidade das gerações vindouras em Angola. Procurou-se através do objetivo proposto, responder à questão, como pode Angola, desenvolver-se com simultânea redução de emissões no setor energético. Utilizando o modelo LEAP do Stockholm Environment Institute (Plataforma de Análise de Baixa Emissões), utilizado internacionalmente nestas análises, as conclusões mostram que é possível um país desenvolver-se economicamente, com níveis reduzidos de emissões de carbono. O estudo de Angola 2050 mostra que a taxa de crescimento anual das emissões, em 2050 será de 2% nos cenários de Referência e Mitigação, e 0,2% para o cenário de Descarbonização. Para a descarbonização do país, os fogões a lenha, fogões a carvão, eletricidade hídrica, eletricidade eólica, eletricidade Biomassa, automóveis a gás natural, gasóleo, gasolina e finalmente a casa solar, são as medidas que revelaram ser as mais importantes para a implementação no país. E calcula-se que o país poupe, no cenário de Descarbonização, em relação a Referência, um total de 156 MtCO2eq., com um custo total emissões poupadas estimado, com medidas estandardizadas, de 3380 Milhões de dólares. |
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| Autores principais: | Silva, Hamilton Feijó Dinis da |
| Assunto: | Angola Desenvolvimento de baixo carbono Energia LEAP Low carbon development Energy |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | No atual contexto de alterações climáticas, é visível a atenção por parte das organizações internacionais em conjunto com vários países, por forma a se criarem estratégias para dar resposta a este problema. Neste contexto, as orientações advindas do Acordo de Paris, são célebres passos internacionais, que demostram o nível de compromisso dos países que têm desenvolvido estratégias de desenvolvimento de baixas emissões. Sendo Angola um país em desenvolvimento, é importante associar nos seus planos económicos a intenção de se desenvolver com baixas emissões. Por esta razão, Angola desenvolveu a Estratégia Nacional para as Alterações Climáticas 2018 a 2030 (ENAC), com o propósito de promover a transição para uma economia de baixo carbono. Mas este documento não apresenta um plano operacional. Neste contexto, o presente trabalho tem como objetivo primordial projetar um cenário de descarbonização até 2050, em comparação aos cenários de referência e mitigação pré-existentes, demonstrando diferentes medidas adicionais de redução de emissões. Esta tarefa é feita à luz das principais análises internacionais, como uma estratégia a longo prazo, para uma economia com baixo carbono, assegurando um crescimento e desenvolvimento económico, bem como a sustentabilidade das gerações vindouras em Angola. Procurou-se através do objetivo proposto, responder à questão, como pode Angola, desenvolver-se com simultânea redução de emissões no setor energético. Utilizando o modelo LEAP do Stockholm Environment Institute (Plataforma de Análise de Baixa Emissões), utilizado internacionalmente nestas análises, as conclusões mostram que é possível um país desenvolver-se economicamente, com níveis reduzidos de emissões de carbono. O estudo de Angola 2050 mostra que a taxa de crescimento anual das emissões, em 2050 será de 2% nos cenários de Referência e Mitigação, e 0,2% para o cenário de Descarbonização. Para a descarbonização do país, os fogões a lenha, fogões a carvão, eletricidade hídrica, eletricidade eólica, eletricidade Biomassa, automóveis a gás natural, gasóleo, gasolina e finalmente a casa solar, são as medidas que revelaram ser as mais importantes para a implementação no país. E calcula-se que o país poupe, no cenário de Descarbonização, em relação a Referência, um total de 156 MtCO2eq., com um custo total emissões poupadas estimado, com medidas estandardizadas, de 3380 Milhões de dólares. |
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