Publicação
Modelos de promoção da saúde num projecto de apoio a prostitutas/os
| Resumo: | O presente artigo surge como resumo de uma investigação, desenvolvida entre 2004 e 2006, fruto do interesse em conhecer e aprofundar o trabalho de promoção social e da saúde desenvolvido num contexto específico e enquadrado num projecto de apoio a prostitutas/os de rua, o Espaço Pessoa (EP) da cidade do Porto. O centro EP nasce, integrado no programa Contrato Cidade, celebrado entre o Governo e a Câmara Municipal do Porto, em 27 de Novembro de 1996, tendo como principal objectivo garantir a segurança urbana. O projecto EP é o resultado da acção da Associação para o Planeamento Familiar (APF) no contexto de um dos quatro projectos de apoio a populações em risco (informação fornecida pelo coordenador do EP). O presente estudo empírico centrara-se na perspectiva de compreender os processos do fenómeno particular deste contexto do EP, analisando e interpretando as interacções que se estabelecem entre técnicos/as, enquanto promotores/as de saúde e sociais e utentes, no que diz respeito, não só a questões de promoção da saúde, mas também de interacção pessoal, destacando-se os seguintes objectivos: 1– Identificar as perspectivas de técnicos e utentes do EP sobre as interacções estabelecidas entre uns e outros; 2– Identificar as noções de saúde, comportamentos de risco e preventivos, perspectivados por técnicos e utentes; 3– Identificar em que modelos se situam as abordagens de promoção da saúde, utilizados na instituição de apoio a prostitutas/os; 4– Reconhecer possíveis dificuldades de acções promotoras de saúde no contexto específico. A análise das perspectivas de saúde e dos comportamentos de risco e/ou preventivos assumidos pelos/as utentes, sobretudo ao nível da saúde sexual, puderam permitir-nos identificar e perspectivar em que modelos se integram as abordagens de promoção da saúde utilizadas. |
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| Autores principais: | Magalhães, Raquel Sofia Moutinho |
| Outros Autores: | Silva, Maria João; Carvalho, Graça Simões de |
| Assunto: | Promoção da saúde Prostituição Comportamentos de risco Comportamentos preventivos |
| Ano: | 2008 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O presente artigo surge como resumo de uma investigação, desenvolvida entre 2004 e 2006, fruto do interesse em conhecer e aprofundar o trabalho de promoção social e da saúde desenvolvido num contexto específico e enquadrado num projecto de apoio a prostitutas/os de rua, o Espaço Pessoa (EP) da cidade do Porto. O centro EP nasce, integrado no programa Contrato Cidade, celebrado entre o Governo e a Câmara Municipal do Porto, em 27 de Novembro de 1996, tendo como principal objectivo garantir a segurança urbana. O projecto EP é o resultado da acção da Associação para o Planeamento Familiar (APF) no contexto de um dos quatro projectos de apoio a populações em risco (informação fornecida pelo coordenador do EP). O presente estudo empírico centrara-se na perspectiva de compreender os processos do fenómeno particular deste contexto do EP, analisando e interpretando as interacções que se estabelecem entre técnicos/as, enquanto promotores/as de saúde e sociais e utentes, no que diz respeito, não só a questões de promoção da saúde, mas também de interacção pessoal, destacando-se os seguintes objectivos: 1– Identificar as perspectivas de técnicos e utentes do EP sobre as interacções estabelecidas entre uns e outros; 2– Identificar as noções de saúde, comportamentos de risco e preventivos, perspectivados por técnicos e utentes; 3– Identificar em que modelos se situam as abordagens de promoção da saúde, utilizados na instituição de apoio a prostitutas/os; 4– Reconhecer possíveis dificuldades de acções promotoras de saúde no contexto específico. A análise das perspectivas de saúde e dos comportamentos de risco e/ou preventivos assumidos pelos/as utentes, sobretudo ao nível da saúde sexual, puderam permitir-nos identificar e perspectivar em que modelos se integram as abordagens de promoção da saúde utilizadas. |
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