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Relação entre o envolvimento físico e social, atividade física organizada e níveis de obesidade : um estudo em adolescentes do concelho de Vila Verde

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Resumo:O envolvimento físico e o social, assim como a forma de serem percecionados, apresentam um conjunto de caraterísticas e funcionalidades que têm vindo a ser estudadas e discutidas como possíveis barreiras ou facilitadores de uma prática regular de atividade física. Entender esses fatores, assim como a sua relação com indicadores de saúde e comportamentos apresentados por adolescentes é determinante para o delineamento e implementação de estratégias de intervenção as quais, por sua vez, contribuem para a diminuição das taxas de prevalência de sobrepeso e obesidade. Este estudo tem como objetivos: a) caraterização de uma amostra de adolescentes ao nível do índice de massa corporal (IMC), perceção de envolvimento físico, fatores psicossociais e participação desportiva (PD); b) verificar se existem diferenças entre géneros e anos de escolaridade, nas variáveis indicadas c) estudar a associação entre essas variáveis. Foram avaliados 214 sujeitos de ambos os sexos (113 do sexo feminino e 101 do sexo masculino), de dois anos de escolaridade, 5º ano (n=127) e 7º ano (n= 87), com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos de idade (x= 11,32), de uma escola do concelho de Vila Verde. Os sujeitos foram medidos na altura e peso, calculado o IMC e, posteriormente categorizados segundo os valores de referência de Cole, Bellizzi, Flegal e Diet (2000) e Cole, Flegal, Nicholls e Jackson (2007). Preencheram também os questionários de Crocker, Bailey, Faulkner, Kowalski e McGrath (1997), e de Evenson e McGinn (2005), para avaliação da AF e perceção de envolvimento físico, respetivamente. Através de uma análise preliminar verificamos que, 19,2% da amostra apresenta excesso de peso e 5,1% obesidade. Para aproximadamente 53,2%, as aulas de EF são a única fonte de atividade física organizada. Ao nível psicossocial, os rapazes e os alunos do 5º ano reportam mais sentimentos positivos associados à atividade física (prazer, divertimento, bem-estar, sucesso), e as raparigas e os alunos do 7ºano, sentimentos negativos (frustração, depressão, aborrecimento). Ao nível da perceção de envolvimento físico, constata-se que é o sexo feminino e os mais novos, quem apresenta maiores restrições para se deslocarem sozinhos nas ruas, não se verificando diferenças nos restantes parâmetros.
Autores principais:Matos, Ana Paula Rodrigues
Assunto:Atividade física Adolescentes Perceção de envolvimento Fatores psicossociais Adiposidade Physical activity Youth Adolescent Perception of involvement Psychosocial factors Adiposity L'activité physique Adolescents Perception de participation Facteurs psychosociaux L'adiposité
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O envolvimento físico e o social, assim como a forma de serem percecionados, apresentam um conjunto de caraterísticas e funcionalidades que têm vindo a ser estudadas e discutidas como possíveis barreiras ou facilitadores de uma prática regular de atividade física. Entender esses fatores, assim como a sua relação com indicadores de saúde e comportamentos apresentados por adolescentes é determinante para o delineamento e implementação de estratégias de intervenção as quais, por sua vez, contribuem para a diminuição das taxas de prevalência de sobrepeso e obesidade. Este estudo tem como objetivos: a) caraterização de uma amostra de adolescentes ao nível do índice de massa corporal (IMC), perceção de envolvimento físico, fatores psicossociais e participação desportiva (PD); b) verificar se existem diferenças entre géneros e anos de escolaridade, nas variáveis indicadas c) estudar a associação entre essas variáveis. Foram avaliados 214 sujeitos de ambos os sexos (113 do sexo feminino e 101 do sexo masculino), de dois anos de escolaridade, 5º ano (n=127) e 7º ano (n= 87), com idades compreendidas entre os 10 e os 14 anos de idade (x= 11,32), de uma escola do concelho de Vila Verde. Os sujeitos foram medidos na altura e peso, calculado o IMC e, posteriormente categorizados segundo os valores de referência de Cole, Bellizzi, Flegal e Diet (2000) e Cole, Flegal, Nicholls e Jackson (2007). Preencheram também os questionários de Crocker, Bailey, Faulkner, Kowalski e McGrath (1997), e de Evenson e McGinn (2005), para avaliação da AF e perceção de envolvimento físico, respetivamente. Através de uma análise preliminar verificamos que, 19,2% da amostra apresenta excesso de peso e 5,1% obesidade. Para aproximadamente 53,2%, as aulas de EF são a única fonte de atividade física organizada. Ao nível psicossocial, os rapazes e os alunos do 5º ano reportam mais sentimentos positivos associados à atividade física (prazer, divertimento, bem-estar, sucesso), e as raparigas e os alunos do 7ºano, sentimentos negativos (frustração, depressão, aborrecimento). Ao nível da perceção de envolvimento físico, constata-se que é o sexo feminino e os mais novos, quem apresenta maiores restrições para se deslocarem sozinhos nas ruas, não se verificando diferenças nos restantes parâmetros.