Publicação
Impacto de fatores de stress múltiplos na comunidade de macroinvertebrados bênticos em ecossistemas fluviais
| Resumo: | Os ecossistemas de água doce possuem a mais dinâmica e elevada biodiversidade do planeta, no entanto, são também os que se encontram mais ameaçados. A biodiversidade é definida como a variedade de vida, e engloba a composição, a estrutura e as funções das comunidades biológicas. A biodiversidade e os ecossistemas naturais encontram-se sob a pressão de agentes de stress múltiplos, que podem ter efeitos interativos ou aditivos, sendo este tema uma questão emergente em ecologia. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de agentes de stress múltiplos na diversidade taxonómica e funcional de macroinvertebrados bênticos em ecossistemas fluviais. A área de estudo abrange três bacias hidrográficas do Norte de Portugal (rio Lima, Cávado e Ave), onde foi realizada uma amostragem em 50 locais, que decorreu durante setembro e outubro de 2020. Nesses locais foram recolhidos macroinvertebrados e variáveis ambientais. Foram identificados os principais agentes de stress, nomeadamente o azoto inorgânico dissolvido, o oxigénio dissolvido, a temperatura máxima, a sombra e a velocidade da corrente. Os agentes de stress resultaram apenas em efeitos aditivos nas respostas das métricas da biodiversidade. A diversidade funcional foi mais sensível aos agentes de stress do que a diversidade taxonómica. Especificamente, a dispersão funcional apresentou uma resposta diferente das restantes métricas aos agentes de stress. Em conclusão, o nosso estudo (1) permitiu identificar os agentes de stress predominantes nos ecossistemas fluviais do noroeste de Portugal, (2) realçou a necessidade de avaliar os efeitos combinados dos agentes de stress nos ecossistemas naturais, (3) salientou o potencial de analisarmos várias componentes da biodiversidade por fornecerem informação ecológica complementar, e (4) realçou a importância de refinar as métricas de diversidade funcional, uma vez que podem contribuir para a identificação de agentes de stress, e para clarificar os mecanismos que levam à estruturação das comunidades biológicas. |
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| Autores principais: | Lourenço, José Carlos Guimarães |
| Assunto: | Biodiversidade Dispersão funcional Riqueza funcional Efeitos aditivos Agentes de stress múltiplos Macroinvertebrados Diversidade funcional Diversidade taxonómica Biodiversity Functional dispersion Functional richness Additive effects Multiple stressors Macroinvertebrates Functional diversity Taxonomic diversity |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Os ecossistemas de água doce possuem a mais dinâmica e elevada biodiversidade do planeta, no entanto, são também os que se encontram mais ameaçados. A biodiversidade é definida como a variedade de vida, e engloba a composição, a estrutura e as funções das comunidades biológicas. A biodiversidade e os ecossistemas naturais encontram-se sob a pressão de agentes de stress múltiplos, que podem ter efeitos interativos ou aditivos, sendo este tema uma questão emergente em ecologia. O objetivo deste trabalho foi avaliar a influência de agentes de stress múltiplos na diversidade taxonómica e funcional de macroinvertebrados bênticos em ecossistemas fluviais. A área de estudo abrange três bacias hidrográficas do Norte de Portugal (rio Lima, Cávado e Ave), onde foi realizada uma amostragem em 50 locais, que decorreu durante setembro e outubro de 2020. Nesses locais foram recolhidos macroinvertebrados e variáveis ambientais. Foram identificados os principais agentes de stress, nomeadamente o azoto inorgânico dissolvido, o oxigénio dissolvido, a temperatura máxima, a sombra e a velocidade da corrente. Os agentes de stress resultaram apenas em efeitos aditivos nas respostas das métricas da biodiversidade. A diversidade funcional foi mais sensível aos agentes de stress do que a diversidade taxonómica. Especificamente, a dispersão funcional apresentou uma resposta diferente das restantes métricas aos agentes de stress. Em conclusão, o nosso estudo (1) permitiu identificar os agentes de stress predominantes nos ecossistemas fluviais do noroeste de Portugal, (2) realçou a necessidade de avaliar os efeitos combinados dos agentes de stress nos ecossistemas naturais, (3) salientou o potencial de analisarmos várias componentes da biodiversidade por fornecerem informação ecológica complementar, e (4) realçou a importância de refinar as métricas de diversidade funcional, uma vez que podem contribuir para a identificação de agentes de stress, e para clarificar os mecanismos que levam à estruturação das comunidades biológicas. |
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