Publicação

Do livro à tela: Carlo Collodi, Paula Rego e a terra da brincadeira

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:N’As Aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi conta a passagem de Pinóquio pela Terra da Brincadeira que é recriada por Paula Rego na tela Island of ligths from Pinocchio (1996), utilizando as imagens da criança e do asno e suas variações.Neste artigo comparamos as perspetivas do autor do texto verbal e da sua leitora-pintora, fazendo uma leitura mítico-simbólica das imagens obsessivas da tela, e mostramos que, pondo em evidência uma interpretação da Terra da Brincadeira como ilha das trevas, sucedâneo do próprio Inferno, Paula Rego fixa na tela a perspetiva dominante do narrador do texto verbal, isto é, a dimensão distópica do sonho infantil do folgar contínuo, enquanto expressão da natureza e não da cultura, onde o seu destino teria que passar pela escola
Autores principais:Araújo, Alberto Filipe
Outros Autores:Araújo, Joaquim Machado de
Assunto:Utopia Literatura Pintura Simbolismo Literature Painting Symbolism
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:N’As Aventuras de Pinóquio, Carlo Collodi conta a passagem de Pinóquio pela Terra da Brincadeira que é recriada por Paula Rego na tela Island of ligths from Pinocchio (1996), utilizando as imagens da criança e do asno e suas variações.Neste artigo comparamos as perspetivas do autor do texto verbal e da sua leitora-pintora, fazendo uma leitura mítico-simbólica das imagens obsessivas da tela, e mostramos que, pondo em evidência uma interpretação da Terra da Brincadeira como ilha das trevas, sucedâneo do próprio Inferno, Paula Rego fixa na tela a perspetiva dominante do narrador do texto verbal, isto é, a dimensão distópica do sonho infantil do folgar contínuo, enquanto expressão da natureza e não da cultura, onde o seu destino teria que passar pela escola