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As Estórias dentro da História: mapeando a nação no Museu da Revolução de João Paulo Borges Coelho

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Museu da Revolução, o mais recente romance do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, oferece ao leitor uma indagação sagaz e minuciosa sobre como lidar de uma forma reparadora com o passado moçambicano na sua relação com os legados da colonialidade no tempo da experiência da pós-colonialidade europeia e africana. Acompanhando o escritor neste exercício complexo e plural de reconhecimento de outras estórias, narrativas e memórias construídas como património periférico e residual dentro de uma História maior, o presente artigo pretende articular com a mundanidade pós-colonial o emergente vigor dos estudos da pós-memória, construindo a partir deste encontro um enriquecimento humano, histórico e cívico em torno do posicionamento geracional refém de silêncios de gerações anteriores. Com precisão, a pós-memória apresenta-se, partindo da análise deste romance, como uma contribuição teórica e metodológica na sua capacidade de interagir com a ancestralidade colonial e sob a perspetiva da reparação histórica, do dever de memória de realizar o mapeamento e a desconstrução de velhas lógicas sobreviventes da colonialidade no presente pós-colonial humano global.
Autores principais:Sousa, Sandra
Outros Autores:Khan, Sheila Pereira
Assunto:Colonialidade Pós-Memória Dever de memória Reparação histórica Coloniality Post-Memory Historical reparation Memory Duty
Ano:2022
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Museu da Revolução, o mais recente romance do escritor moçambicano João Paulo Borges Coelho, oferece ao leitor uma indagação sagaz e minuciosa sobre como lidar de uma forma reparadora com o passado moçambicano na sua relação com os legados da colonialidade no tempo da experiência da pós-colonialidade europeia e africana. Acompanhando o escritor neste exercício complexo e plural de reconhecimento de outras estórias, narrativas e memórias construídas como património periférico e residual dentro de uma História maior, o presente artigo pretende articular com a mundanidade pós-colonial o emergente vigor dos estudos da pós-memória, construindo a partir deste encontro um enriquecimento humano, histórico e cívico em torno do posicionamento geracional refém de silêncios de gerações anteriores. Com precisão, a pós-memória apresenta-se, partindo da análise deste romance, como uma contribuição teórica e metodológica na sua capacidade de interagir com a ancestralidade colonial e sob a perspetiva da reparação histórica, do dever de memória de realizar o mapeamento e a desconstrução de velhas lógicas sobreviventes da colonialidade no presente pós-colonial humano global.