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O contributo do manual escolar para a clarificação dos processos de leitura do texto literário

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O trabalho com a leitura deve ser uma prática constante. Sendo a leitura o objeto privilegiado da disciplina de Língua Portuguesa, importa perceber como, na Escola, se ensina a ler e com que instrumentos. Neste âmbito, os manuais escolares constituem um dos materiais de apoio pedagógico mais apadrinhados na sala de aula, visto que reúnem uma série de caraterísticas que os tornam objeto central do processo ensino-aprendizagem. Segundo o Novo Programa de Português do Ensino Básico, (NPPEB) a escola deve formar leitores competentes, que, por iniciativa própria, escolham o que ler, segundo as suas necessidades e interesses, e que consigam estabelecer relações entre textos, lendo o que está implícito, e que, por fim, consigam emitir juízos de valor sobre a que leem. Para que isto se efetue, a escola deve promover uma prática constante de leitura de qualidade. Neste estudo, procuramos compreender até que ponto os manuais escolares de Português de 5º ano, em vigor, pela primeira vez no ano letivo de 2011/2012, adotando as diretrizes do NPPEB, integram, de facto, uma atitude de interpretação textual que vá ao encontro da construção do “leitor crítico”. Para tal, foram analisados os processos dos movimentos da compreensão da leitura com base nas atividades propostas sobre os textos literários, para avaliar a existência ou não de “progressão” no desenvolvimento da leitura. O estudo teve como objeto de análise os principais modos literários: texto narrativo (TN), texto poético (TP) e texto dramático (TD). Da análise por nós efetuada, ao invés do que diz Umberto Eco, “o texto constitui uma máquina de gerar interpretações” (Eco, 1979:15), os manuais escolares continuam a condicionar, pelos questionários de interpretação que medeiam a relação texto-aluno, leituras mais livres, transformando-as meramente em leituras legitimamente válidas.
Autores principais:Brandão, Teresa Maria da Silva
Assunto:Manual de português Texto literário Processos de leitura Portuguese textbook Literary text Reading comprehension processes
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O trabalho com a leitura deve ser uma prática constante. Sendo a leitura o objeto privilegiado da disciplina de Língua Portuguesa, importa perceber como, na Escola, se ensina a ler e com que instrumentos. Neste âmbito, os manuais escolares constituem um dos materiais de apoio pedagógico mais apadrinhados na sala de aula, visto que reúnem uma série de caraterísticas que os tornam objeto central do processo ensino-aprendizagem. Segundo o Novo Programa de Português do Ensino Básico, (NPPEB) a escola deve formar leitores competentes, que, por iniciativa própria, escolham o que ler, segundo as suas necessidades e interesses, e que consigam estabelecer relações entre textos, lendo o que está implícito, e que, por fim, consigam emitir juízos de valor sobre a que leem. Para que isto se efetue, a escola deve promover uma prática constante de leitura de qualidade. Neste estudo, procuramos compreender até que ponto os manuais escolares de Português de 5º ano, em vigor, pela primeira vez no ano letivo de 2011/2012, adotando as diretrizes do NPPEB, integram, de facto, uma atitude de interpretação textual que vá ao encontro da construção do “leitor crítico”. Para tal, foram analisados os processos dos movimentos da compreensão da leitura com base nas atividades propostas sobre os textos literários, para avaliar a existência ou não de “progressão” no desenvolvimento da leitura. O estudo teve como objeto de análise os principais modos literários: texto narrativo (TN), texto poético (TP) e texto dramático (TD). Da análise por nós efetuada, ao invés do que diz Umberto Eco, “o texto constitui uma máquina de gerar interpretações” (Eco, 1979:15), os manuais escolares continuam a condicionar, pelos questionários de interpretação que medeiam a relação texto-aluno, leituras mais livres, transformando-as meramente em leituras legitimamente válidas.