Publicação
A China na política externa Angolana: um caso de external balancing?
| Resumo: | Na viragem do século, muitos foram os acontecimentos que marcaram e moldaram a nova ordem internacional vigente, destacando-se no plano internacional o fim da Guerra Fria e surgimento de novos polos de poder, e no contexto africano, o fim da guerra civil angolana. Com a paz alcançada em 2002, Angola vê-se na necessidade de iniciar um programa de reconstrução nacional e procura levar a cabo essa missão através da cooperação internacional e financiamento externo. É neste contexto que as relações com a China se começam a desenvolver e se compreende a parceria estratégica estabelecida em 2010. Tendo por base os pressupostos do Neorrealismo, este trabalho tem como objetivo principal analisar o papel que a China desempenhou na política externa angolana, entre 2002 (fim a guerra civil) e 2017 (término da liderança política de José Eduardo dos Santos), e perceber se as relações de Angola com Beijing evidenciam uma estratégia de external balancing. A presente dissertação conclui que nesse período o governo angolano adotou uma estratégia de external balancing com a China, através do fortalecimento de alianças com esta potência asiática, de modo a desenvolver o país e promover um posicionamento mais influente na região austral do continente africano e no mundo. No entanto, isso não implicou a criação ou o recurso a meios para enfraquecer a África do Sul, sua competidora mais direta, sobretudo no que toca à liderança da região da África Austral. |
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| Autores principais: | Lunguenda, Denise Carlos |
| Assunto: | Angola China Política externa Neorrealismo External balancing Foreign policy Neorealism |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Na viragem do século, muitos foram os acontecimentos que marcaram e moldaram a nova ordem internacional vigente, destacando-se no plano internacional o fim da Guerra Fria e surgimento de novos polos de poder, e no contexto africano, o fim da guerra civil angolana. Com a paz alcançada em 2002, Angola vê-se na necessidade de iniciar um programa de reconstrução nacional e procura levar a cabo essa missão através da cooperação internacional e financiamento externo. É neste contexto que as relações com a China se começam a desenvolver e se compreende a parceria estratégica estabelecida em 2010. Tendo por base os pressupostos do Neorrealismo, este trabalho tem como objetivo principal analisar o papel que a China desempenhou na política externa angolana, entre 2002 (fim a guerra civil) e 2017 (término da liderança política de José Eduardo dos Santos), e perceber se as relações de Angola com Beijing evidenciam uma estratégia de external balancing. A presente dissertação conclui que nesse período o governo angolano adotou uma estratégia de external balancing com a China, através do fortalecimento de alianças com esta potência asiática, de modo a desenvolver o país e promover um posicionamento mais influente na região austral do continente africano e no mundo. No entanto, isso não implicou a criação ou o recurso a meios para enfraquecer a África do Sul, sua competidora mais direta, sobretudo no que toca à liderança da região da África Austral. |
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