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Screening for antibacterial activity in plant extracts against pathogenic bacteria

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Resumo:O uso prolongado e intensivo de antibióticos contribuiu para o desenvolvimento de bactérias resistentes, o que culminou na perda de opções terapêuticas disponíveis. A Organização Mundial de Saúde publicou uma lista de agentes patogénicos resistentes a antibióticos que inclui Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. É por isso imperativo que sejam desenvolvidas estratégias alternativas aos antibióticos eficazes contra os agentes patogénicos e há evidências que demonstram a atividade antibacteriana dos produtos naturais contra bactérias multirresistentes; contudo ainda há muito por explorar. Assim, o objetivo deste estudo assenta na avaliação da atividade antibacteriana de plantas utilizadas no dia a dia, incluindo o alho, o gengibre e aa romã (casca, polpa e sumo) contra a S. aureus e a P. aeruginosa; e a novidade é a determinação do impacto das condições de extração (o solvente, a duração e temperatura de extração) na atividade antibacteriana de cada planta e o estabelecer de uma reação dessa atividade com a atividade antioxidante e o seu teor fenólico. Os extratos foram obtidos a partir de diferentes solventes, etanol 96% e 70% e água destilada, em diferentes temperaturas (70 ºC durante 1h e overnight à temperatura ambiente). A avaliação do conteúdo fenólico foi feita pelo método Folin-Ciocalteu, a atividade antioxidante pelos métodos Ferric Reducing Antioxidant Power e 2,2′-Azino-bis(3-ethylbenzthiazoline-6-sulfonic acid), e a atividade antibacteriana pela determinação da MIC e da MBC. Os resultados demonstraram que os extratos etanólicos de plantas foram mais ativos contra as bactérias, particularmente a S. aureus. A sua atividade baseou-se principalmente na inativação do crescimento bacteriano, apesar de a erradicação também ter sido conseguida. Na maioria dos extratos, a atividade antibacteriana estava associada aos extratos com maior teor fenólico e capacidade antioxidante, extraídos com misturas etanol/água (EtOH (70%)). As condições de extração (70ºC durante 1h e overnight à temperatura ambiente) afetam a análise do teor fenólico e da atividade antioxidante, que estão relacionadas com a atividade antibacteriana. De todos os extratos etanólicos 70%, o extrato da polpa de romã foi o mais promissor contra ambas as bactérias, pois foi o extrato que inibiu o seu crescimento a concentrações mais baixas e foi também o único capaz de erradicar a bactéria gram-negativa; pelo que deve ser explorado no futuro.
Autores principais:Mendonça, Sara Martins
Assunto:Extratos de plantas Produtos naturais Resistência a antibióticos Pseudomonas aeruginosa Staphylococcus aureus Antibiotic resistance Natural products Plant extract
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:inglês
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O uso prolongado e intensivo de antibióticos contribuiu para o desenvolvimento de bactérias resistentes, o que culminou na perda de opções terapêuticas disponíveis. A Organização Mundial de Saúde publicou uma lista de agentes patogénicos resistentes a antibióticos que inclui Staphylococcus aureus e Pseudomonas aeruginosa. É por isso imperativo que sejam desenvolvidas estratégias alternativas aos antibióticos eficazes contra os agentes patogénicos e há evidências que demonstram a atividade antibacteriana dos produtos naturais contra bactérias multirresistentes; contudo ainda há muito por explorar. Assim, o objetivo deste estudo assenta na avaliação da atividade antibacteriana de plantas utilizadas no dia a dia, incluindo o alho, o gengibre e aa romã (casca, polpa e sumo) contra a S. aureus e a P. aeruginosa; e a novidade é a determinação do impacto das condições de extração (o solvente, a duração e temperatura de extração) na atividade antibacteriana de cada planta e o estabelecer de uma reação dessa atividade com a atividade antioxidante e o seu teor fenólico. Os extratos foram obtidos a partir de diferentes solventes, etanol 96% e 70% e água destilada, em diferentes temperaturas (70 ºC durante 1h e overnight à temperatura ambiente). A avaliação do conteúdo fenólico foi feita pelo método Folin-Ciocalteu, a atividade antioxidante pelos métodos Ferric Reducing Antioxidant Power e 2,2′-Azino-bis(3-ethylbenzthiazoline-6-sulfonic acid), e a atividade antibacteriana pela determinação da MIC e da MBC. Os resultados demonstraram que os extratos etanólicos de plantas foram mais ativos contra as bactérias, particularmente a S. aureus. A sua atividade baseou-se principalmente na inativação do crescimento bacteriano, apesar de a erradicação também ter sido conseguida. Na maioria dos extratos, a atividade antibacteriana estava associada aos extratos com maior teor fenólico e capacidade antioxidante, extraídos com misturas etanol/água (EtOH (70%)). As condições de extração (70ºC durante 1h e overnight à temperatura ambiente) afetam a análise do teor fenólico e da atividade antioxidante, que estão relacionadas com a atividade antibacteriana. De todos os extratos etanólicos 70%, o extrato da polpa de romã foi o mais promissor contra ambas as bactérias, pois foi o extrato que inibiu o seu crescimento a concentrações mais baixas e foi também o único capaz de erradicar a bactéria gram-negativa; pelo que deve ser explorado no futuro.