Publicação
Análise comparativa dos procedimentos utilizados para o ensaio acelerado de imersão e secagem face à ação dos iões cloreto
| Resumo: | Para garantir a sustentabilidade das estruturas de betão armado é imprescindível garantir a sua durabilidade. Estando estes dois conceitos interligados, conhecer o comportamento destas estruturas face à presença e ação dos agentes agressores adquire uma elevada importância. A corrosão do aço no betão é o problema que mais afeta a durabilidade destas estruturas e, por consequente, a sua sustentabilidade. Uma vez que a penetração dos agentes agressores acontece de forma relativamente lenta, os ensaios acelerados são uma alternativa recorrente na literatura. Os ciclos de imersão em cloretos e secagem ao ar, apesar de ainda não serem normalizados, são cada vez mais utilizados quando se deseja acelerar a penetração de cloretos. Assim, com o objetivo de conhecer melhor o funcionamento deste ensaio acelerado, esta dissertação analisa a influência de diversos fatores: a influência do teor de NaCl na penetração de cloretos em matrizes cimentícias submetidas aos ciclos de imersão e secagem; a influência da presença de hidróxido de cálcio na solução de molhagem; a influência da presença de dióxido de carbono (CO2) na fase de secagem; a influência dos dias de molhagem e secagem para ciclos curtos e ciclos longos; por último a influência do período total do ensaio de imersão e secagem. Para isso, foram moldados provetes cúbicos com 5cm de aresta, em argamassa, utilizando cimento CEM I 42,5 e relação água/ligante 0,5. Após 30 dias de cura os provetes foram submetidos a seis diferentes ciclos de imersão e secagem, bem como ao ensaio de imersão durante 60 dias. Terminado o período de ensaio, os provetes foram rompidos perpendicularmente à face exposta e a profundidade de penetração de cloretos foi avaliada através da aspersão de uma solução de nitrato de prata na secção de rotura e, nas amostras que na fase de secagem tiveram a presença de CO2, metade da amostra foi aspergida com nitrato de prata e a outra metade com fenolftaleína. Os resultados apontam para um papel relevante da concentração de NaCl neste tipo de ensaio, sob as condições estudadas. Confirmando, assim, a importância de continuar a estudar as variáveis envolvidas para que se possa caminhar, cada vez mais, no sentido na normalização. |
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| Autores principais: | Coelho, André Henriques Nunes |
| Assunto: | Argamassa Iões cloreto Ensaio acelerado Imersão Secagem Mortar Accelerated test Immersion Drying Chloride ions |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | Para garantir a sustentabilidade das estruturas de betão armado é imprescindível garantir a sua durabilidade. Estando estes dois conceitos interligados, conhecer o comportamento destas estruturas face à presença e ação dos agentes agressores adquire uma elevada importância. A corrosão do aço no betão é o problema que mais afeta a durabilidade destas estruturas e, por consequente, a sua sustentabilidade. Uma vez que a penetração dos agentes agressores acontece de forma relativamente lenta, os ensaios acelerados são uma alternativa recorrente na literatura. Os ciclos de imersão em cloretos e secagem ao ar, apesar de ainda não serem normalizados, são cada vez mais utilizados quando se deseja acelerar a penetração de cloretos. Assim, com o objetivo de conhecer melhor o funcionamento deste ensaio acelerado, esta dissertação analisa a influência de diversos fatores: a influência do teor de NaCl na penetração de cloretos em matrizes cimentícias submetidas aos ciclos de imersão e secagem; a influência da presença de hidróxido de cálcio na solução de molhagem; a influência da presença de dióxido de carbono (CO2) na fase de secagem; a influência dos dias de molhagem e secagem para ciclos curtos e ciclos longos; por último a influência do período total do ensaio de imersão e secagem. Para isso, foram moldados provetes cúbicos com 5cm de aresta, em argamassa, utilizando cimento CEM I 42,5 e relação água/ligante 0,5. Após 30 dias de cura os provetes foram submetidos a seis diferentes ciclos de imersão e secagem, bem como ao ensaio de imersão durante 60 dias. Terminado o período de ensaio, os provetes foram rompidos perpendicularmente à face exposta e a profundidade de penetração de cloretos foi avaliada através da aspersão de uma solução de nitrato de prata na secção de rotura e, nas amostras que na fase de secagem tiveram a presença de CO2, metade da amostra foi aspergida com nitrato de prata e a outra metade com fenolftaleína. Os resultados apontam para um papel relevante da concentração de NaCl neste tipo de ensaio, sob as condições estudadas. Confirmando, assim, a importância de continuar a estudar as variáveis envolvidas para que se possa caminhar, cada vez mais, no sentido na normalização. |
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