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Avaliação de desempenho de uma célula de combustível microbiana em sedimentos de sistemas aquáticos eutrofizados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Em ecossistemas aquáticos, a incorporação de um ânodo nos sedimentos anaeróbios e a colocação de um cátodo suspenso na coluna de água, pode permitir uma produção descentralizada de bioeletricidade. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta os resultados de operação de uma SMFC laboratorial com diferentes configurações de elétrodos e tipo de materiais (carbono e aço). Os resultados obtidos mostraram uma produção contínua de bioeletricidade, com o máximo de voltagem (~100 mV) a ser atingido após um mês de operação. Depois do valor máximo de produção de bioeletricidade a corrente diminuiu, provavelmente devido a limitações de transferência de massa. O aumento da área de ânodo, através da incorporação de um novo eletrodo, resultou no aumento da voltagem obtida (~30 mV para ~60 mV com a colocação de um novo ânodo de carbono com a mesma área e de ~20 mV para 65 mV com a colocação de um ânodo de aço inoxidável). Em conclusão, a tecnologia das MFC aplicada a sistemas sedimentares pode representar, em certos casos, uma inovadora oportunidade de valorização em sistemas aquáticos eutrofizados.
Autores principais:Martins, Gilberto
Outros Autores:Peixoto, L.; Tavares, Pedro; Rodrigues, A. C.; Brito, A. G.
Assunto:Bioeletricidade Célula de combustível microbiana Eutrofização Sedimentos
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Em ecossistemas aquáticos, a incorporação de um ânodo nos sedimentos anaeróbios e a colocação de um cátodo suspenso na coluna de água, pode permitir uma produção descentralizada de bioeletricidade. Nesse sentido, o presente trabalho apresenta os resultados de operação de uma SMFC laboratorial com diferentes configurações de elétrodos e tipo de materiais (carbono e aço). Os resultados obtidos mostraram uma produção contínua de bioeletricidade, com o máximo de voltagem (~100 mV) a ser atingido após um mês de operação. Depois do valor máximo de produção de bioeletricidade a corrente diminuiu, provavelmente devido a limitações de transferência de massa. O aumento da área de ânodo, através da incorporação de um novo eletrodo, resultou no aumento da voltagem obtida (~30 mV para ~60 mV com a colocação de um novo ânodo de carbono com a mesma área e de ~20 mV para 65 mV com a colocação de um ânodo de aço inoxidável). Em conclusão, a tecnologia das MFC aplicada a sistemas sedimentares pode representar, em certos casos, uma inovadora oportunidade de valorização em sistemas aquáticos eutrofizados.