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A Fotografia como meio de propaganda e de manipulação de massas no Regime Nazi

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Resumo:Esta investigação terá como propósito debruçar-se sobre a imagem fotográfica e a importância do papel que desempenhou no mundo moderno ao serviço de um dos regimes totalitários mais cruéis da história da humanidade – o nazismo. Assim, o objeto de estudo será a fotografia como imagem mediática, que atinge facilmente as massas da sociedade e incentiva a sua atitude para uma tomada de posição ou atuação, de acordo com os intuitos dos solicitadores dessa imagem. Estas imagens mediáticas, uma vez introduzidas nos meios de comunicação (jornais, rádio, televisão, etc.), abrem novas portas para o mundo e mostram-nos uma realidade ilusória na qual uma dada classe dominante espera que acreditemos e nos identifiquemos com a sua mensagem e valores. Segundo os estudos de Charles W. Mills (1959) acerca da “imaginação sociológica”, a partir do século XIX assistiu-se a uma transformação da sociedade medieval e das “coletividades” numa sociedade na qual os seres humanos livres se tornam “homens de massa”, “sendo que cada um deles está confinado em meios desprovidos de poder”. A fase da História da Humanidade que melhor marca a viragem para esta “sociedade de massas” caracteriza-se pela emergência da “democracia totalitária”. Assim, será pertinente esta análise da fotografia como meio de manipulação de massas no período compreendido entre os anos 1933 e 1945, de maneira a formular uma visão acerca das estruturas de classe, estatutos e poder a uma escala nacional. Nesta linha, o estudo da fotografia como forma de propaganda e manipulação de massas será realizado no contexto da 2a Guerra Mundial, época em que a propaganda foi crucial para a difusão e expansão dos ideais nacionais-socialistas, servindo-se, em grande escala, de imagens bárbaras e chocantes que oprimiam e humilhavam diferentes etnias que se distanciavam dos “arianos”. Cerca de sete anos antes de Hitler chegar ao poder na Alemanha, em 1933, já traçava, no seu livro Mein Kampf (1926), uma estratégia bem delineada que daria a conhecer ao mundo os seus ideais políticos: “Propaganda tries to force a doctrine on the whole people... Propaganda works on the general public from the standpoint of an idea and makes them ripe for the victory of this idea." A propaganda terá sido uma das armas mais fortes e eficazes utilizada pelos nazis durante a 2a Grande Guerra, não só aliciando as massas a seu favor como, também, reforçando o seu poder perante o inimigo. Desta forma, as imagens propagandísticas utilizadas pelos nazis tinham o poder de “transformar uma comunidade de públicos numa massa manipulada e adormecida” (Mills, como referido em Campenhoudt, 2003, p. 280).
Autores principais:Sampaio, Carolina Macedo
Assunto:Fotografia Comunicação visual Propaganda Totalitarismo Poder Violência Ideologia nazi Photography Visual communication Totalitarianism Power Violence Nazi ideology
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Esta investigação terá como propósito debruçar-se sobre a imagem fotográfica e a importância do papel que desempenhou no mundo moderno ao serviço de um dos regimes totalitários mais cruéis da história da humanidade – o nazismo. Assim, o objeto de estudo será a fotografia como imagem mediática, que atinge facilmente as massas da sociedade e incentiva a sua atitude para uma tomada de posição ou atuação, de acordo com os intuitos dos solicitadores dessa imagem. Estas imagens mediáticas, uma vez introduzidas nos meios de comunicação (jornais, rádio, televisão, etc.), abrem novas portas para o mundo e mostram-nos uma realidade ilusória na qual uma dada classe dominante espera que acreditemos e nos identifiquemos com a sua mensagem e valores. Segundo os estudos de Charles W. Mills (1959) acerca da “imaginação sociológica”, a partir do século XIX assistiu-se a uma transformação da sociedade medieval e das “coletividades” numa sociedade na qual os seres humanos livres se tornam “homens de massa”, “sendo que cada um deles está confinado em meios desprovidos de poder”. A fase da História da Humanidade que melhor marca a viragem para esta “sociedade de massas” caracteriza-se pela emergência da “democracia totalitária”. Assim, será pertinente esta análise da fotografia como meio de manipulação de massas no período compreendido entre os anos 1933 e 1945, de maneira a formular uma visão acerca das estruturas de classe, estatutos e poder a uma escala nacional. Nesta linha, o estudo da fotografia como forma de propaganda e manipulação de massas será realizado no contexto da 2a Guerra Mundial, época em que a propaganda foi crucial para a difusão e expansão dos ideais nacionais-socialistas, servindo-se, em grande escala, de imagens bárbaras e chocantes que oprimiam e humilhavam diferentes etnias que se distanciavam dos “arianos”. Cerca de sete anos antes de Hitler chegar ao poder na Alemanha, em 1933, já traçava, no seu livro Mein Kampf (1926), uma estratégia bem delineada que daria a conhecer ao mundo os seus ideais políticos: “Propaganda tries to force a doctrine on the whole people... Propaganda works on the general public from the standpoint of an idea and makes them ripe for the victory of this idea." A propaganda terá sido uma das armas mais fortes e eficazes utilizada pelos nazis durante a 2a Grande Guerra, não só aliciando as massas a seu favor como, também, reforçando o seu poder perante o inimigo. Desta forma, as imagens propagandísticas utilizadas pelos nazis tinham o poder de “transformar uma comunidade de públicos numa massa manipulada e adormecida” (Mills, como referido em Campenhoudt, 2003, p. 280).