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Os postais ilustrados na vida da comunidade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:No imaginário coletivo, algo parece aproximar as representações do postal ilustrado e as visões do planeta-terra. Circulado pela primeira vez em 1869 na Áustria, o bilhete-postal seria, como o demonstram diversos historiadores, um dos principais pretextos para a fundação da União Postal Universal, em 1874, na Conferência de Berna, que pela primeira vez regula de modo uniforme a circulação de correio a nível mundial. Por outro lado, atravessando distâncias geográficas, e reproduzindo as vistas de uma determinada cidade, o postal ilustrado rapidamente se afirmou como um vetor de contração do espaço, quer pela função de arquivo topográfico que as suas imagens desempenham, quer pela função de comunicação interpessoal que as suas missivas epistolares também cumprem. Colecionadores, artistas, cibernautas, investigadores, e simples utilizadores, agrupam- -se em torno deste popular meio de comunicação novecentista, que se tem sucessivamente adaptado ao contexto mediático, ao panorama visual e ao ambiente social contemporâneos, confirmando a força agregadora que reside num objeto-imagem (Maffesoli, 1993; Correia & Martins, 2011; Martins & Oliveira, 2011; Martins & Correia, 2014).
Autores principais:Martins, Moisés de Lemos
Assunto:Postais ilustrados Vida Comunicação Quotidiano Representações Imagem
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:No imaginário coletivo, algo parece aproximar as representações do postal ilustrado e as visões do planeta-terra. Circulado pela primeira vez em 1869 na Áustria, o bilhete-postal seria, como o demonstram diversos historiadores, um dos principais pretextos para a fundação da União Postal Universal, em 1874, na Conferência de Berna, que pela primeira vez regula de modo uniforme a circulação de correio a nível mundial. Por outro lado, atravessando distâncias geográficas, e reproduzindo as vistas de uma determinada cidade, o postal ilustrado rapidamente se afirmou como um vetor de contração do espaço, quer pela função de arquivo topográfico que as suas imagens desempenham, quer pela função de comunicação interpessoal que as suas missivas epistolares também cumprem. Colecionadores, artistas, cibernautas, investigadores, e simples utilizadores, agrupam- -se em torno deste popular meio de comunicação novecentista, que se tem sucessivamente adaptado ao contexto mediático, ao panorama visual e ao ambiente social contemporâneos, confirmando a força agregadora que reside num objeto-imagem (Maffesoli, 1993; Correia & Martins, 2011; Martins & Oliveira, 2011; Martins & Correia, 2014).