Publicação
A influência do ambiente na expressão das doenças genéticas multifactoriais : análise de manuais escolares portugueses e franceses
| Resumo: | A abordagem das doenças genéticas nos manuais escolares é questão fulcral no estudo da genética humana. O termo “programa genético” veicula a noção de que as características físicas e psicológicas dos indivíduos são estabelecidas exclusivamente pelos genes. Esta visão reducionista tem vindo a ser substituída pela perspectiva de que factores metabólicos e ambientais podem influenciar a expressão genética (Penchaszadeh, 2002). Neste estudo comparou-se a abordagem deste tema nos manuais do ensino básico e secundário de Portugal e de França (nas faixas etárias dos 14 aos 18 anos) no que diz respeito ao tipo de doenças genéticas e analisou-se até que ponto a influência do ambiente é referida explicitamente para a expressão fenotípica das doenças genéticas multifactoriais. Usando as grelhas de análise concebidas no âmbito do Projecto Europeu FP6 STREP BIOHEAD-CITIZEN (CIT2-CT2004-506015), analisaram-se 18 manuais Franceses e 13 Portugueses, de Ciências Naturais, Biologia e Psicologia, publicados por quatro editoras diferentes em cada país. É aos 16-17 anos que os manuais portugueses (42% das ocorrências) e franceses (34%) apresentam mais exemplos da influência do ambiente nas doenças genéticas. Nos manuais portugueses, os de Psicologia dão mais importância (40 %) à influência do ambiente no surgimento e desenvolvimento de doenças genéticas multifactoriais do que os de Biologia (5%), demonstrando os diferentes paradigmas subjacentes ao ensino destas duas disciplinas. Contrariamente aos manuais portugueses, que se só referem à acção do ambiente nos últimos anos de escolaridade, os franceses mostram exemplos de doenças influenciadas pelo ambiente ao longo de todos os anos de escolaridade. |
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| Autores principais: | Silva, Carla |
| Outros Autores: | Ferreira, Cláudia; Carvalho, Graça Simões de |
| Assunto: | Anomalias genéticas Determinismo genético Manuais escolares Estudo comparativo |
| Ano: | 2010 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A abordagem das doenças genéticas nos manuais escolares é questão fulcral no estudo da genética humana. O termo “programa genético” veicula a noção de que as características físicas e psicológicas dos indivíduos são estabelecidas exclusivamente pelos genes. Esta visão reducionista tem vindo a ser substituída pela perspectiva de que factores metabólicos e ambientais podem influenciar a expressão genética (Penchaszadeh, 2002). Neste estudo comparou-se a abordagem deste tema nos manuais do ensino básico e secundário de Portugal e de França (nas faixas etárias dos 14 aos 18 anos) no que diz respeito ao tipo de doenças genéticas e analisou-se até que ponto a influência do ambiente é referida explicitamente para a expressão fenotípica das doenças genéticas multifactoriais. Usando as grelhas de análise concebidas no âmbito do Projecto Europeu FP6 STREP BIOHEAD-CITIZEN (CIT2-CT2004-506015), analisaram-se 18 manuais Franceses e 13 Portugueses, de Ciências Naturais, Biologia e Psicologia, publicados por quatro editoras diferentes em cada país. É aos 16-17 anos que os manuais portugueses (42% das ocorrências) e franceses (34%) apresentam mais exemplos da influência do ambiente nas doenças genéticas. Nos manuais portugueses, os de Psicologia dão mais importância (40 %) à influência do ambiente no surgimento e desenvolvimento de doenças genéticas multifactoriais do que os de Biologia (5%), demonstrando os diferentes paradigmas subjacentes ao ensino destas duas disciplinas. Contrariamente aos manuais portugueses, que se só referem à acção do ambiente nos últimos anos de escolaridade, os franceses mostram exemplos de doenças influenciadas pelo ambiente ao longo de todos os anos de escolaridade. |
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