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Fatores influenciadores para a mudança dos comportamentos alimentares do consumidor português: o caso do vegetarianismo

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Nos últimos anos, as questões ambientais têm recebido grande atenção por parte dos consumidores, refletindo a crescente consciencialização dos problemas. Em alguns países da Europa, a alimentação vegetariana tem vindo a crescer exponencialmente, tendo um nível de aceitação, por parte da restauração, supermercados e consumidores, bastante elevada. Isto é confirmado pelo aumento da oferta, que se tem vindo a registar ao longo dos anos. Hoje, a nutrição vegetariana tem um crescente seguimento internacional. O aumento do número de vegetarianos e veganos é atribuído a preocupações com a saúde e também a questões éticas, ambientais e sociais. Os vegetarianos ainda são uma pequena minoria em todos os países, com exceção da Índia, onde aproximadamente um terço da população é vegetariana. O objetivo principal deste estudo era investigar quais os fatores que influenciam ou não, a mudança de comportamentos alimentares do consumidor português e se a oferta de opções vegetarianas em restaurantes influencia a desistência da adoção de um novo hábito alimentar e ainda se o consumidor português opta por produtos locais e porquê. Tudo isto para perceber a perceção que o consumidor tem sobre este tipo de alimentação. Para tal, realizou-se num inquérito online, para se poder responder à questão de pesquisa e objetivos. Os resultados corroboram a literatura, sendo possível ver que algumas barreiras apontadas pelos consumidores passam por ser a falta de motivação; as questões relativas à saúde; a pressão da sociedade, da família e amigos; a falta de variedade e a pouca acessibilidade aos produtos; a falta de tempo; a questões financeiras. Os fatores influenciadores mais referidos foram as questões ambientais, a defesa dos direitos dos animais, as questões de saúde e até mesmo as questões morais ou religiosas e a influência de terceiros. Os resultados mostram que a investigação contribui tanto para o Marketing Social, como para o comportamento do consumidor português, pois projeta um novo entendimento sobre a sua perceção relativamente a este tipo de alimentação.
Autores principais:Simões, Diana Filipa Rodrigues
Assunto:Marketing social Comportamento do consumidor Hábitos alimentares Social marketing Consumer behavior Eating habits
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Nos últimos anos, as questões ambientais têm recebido grande atenção por parte dos consumidores, refletindo a crescente consciencialização dos problemas. Em alguns países da Europa, a alimentação vegetariana tem vindo a crescer exponencialmente, tendo um nível de aceitação, por parte da restauração, supermercados e consumidores, bastante elevada. Isto é confirmado pelo aumento da oferta, que se tem vindo a registar ao longo dos anos. Hoje, a nutrição vegetariana tem um crescente seguimento internacional. O aumento do número de vegetarianos e veganos é atribuído a preocupações com a saúde e também a questões éticas, ambientais e sociais. Os vegetarianos ainda são uma pequena minoria em todos os países, com exceção da Índia, onde aproximadamente um terço da população é vegetariana. O objetivo principal deste estudo era investigar quais os fatores que influenciam ou não, a mudança de comportamentos alimentares do consumidor português e se a oferta de opções vegetarianas em restaurantes influencia a desistência da adoção de um novo hábito alimentar e ainda se o consumidor português opta por produtos locais e porquê. Tudo isto para perceber a perceção que o consumidor tem sobre este tipo de alimentação. Para tal, realizou-se num inquérito online, para se poder responder à questão de pesquisa e objetivos. Os resultados corroboram a literatura, sendo possível ver que algumas barreiras apontadas pelos consumidores passam por ser a falta de motivação; as questões relativas à saúde; a pressão da sociedade, da família e amigos; a falta de variedade e a pouca acessibilidade aos produtos; a falta de tempo; a questões financeiras. Os fatores influenciadores mais referidos foram as questões ambientais, a defesa dos direitos dos animais, as questões de saúde e até mesmo as questões morais ou religiosas e a influência de terceiros. Os resultados mostram que a investigação contribui tanto para o Marketing Social, como para o comportamento do consumidor português, pois projeta um novo entendimento sobre a sua perceção relativamente a este tipo de alimentação.