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A doença wagneriana (1813 – 2013)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Há, entre aqueles que muito admiraram a obra de Richard Wagner, uma tendência para considerarem a sua influência sobre o espírito dos fãs como uma doença. Em O Caso Wagner, Nietzsche foi o primeiro a dizê-lo: „Será Wagner de facto um homem? Não será antes uma doença? Ele torna doente tudo aquilo em que toca – tornou a própria música doente”. Peter Sellars, um dos seus mais estimulantes encenadores contemporâneos, repetiu-o num artigo recente: “Com Wagner, acontece-me frequentemente achar que muitas coisas parecem uma psicose do século XIX, e que não devemos infectar com ela os nossos filhos.” Este texto propõe um diagnóstico desta doença wagneriana, a partir da consciência que as próprias óperas têm do seu pendor hipnótico.
Autores principais:Moura, Vítor
Assunto:Wagner
Ano:2014
País:Portugal
Tipo de documento:comunicação em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Há, entre aqueles que muito admiraram a obra de Richard Wagner, uma tendência para considerarem a sua influência sobre o espírito dos fãs como uma doença. Em O Caso Wagner, Nietzsche foi o primeiro a dizê-lo: „Será Wagner de facto um homem? Não será antes uma doença? Ele torna doente tudo aquilo em que toca – tornou a própria música doente”. Peter Sellars, um dos seus mais estimulantes encenadores contemporâneos, repetiu-o num artigo recente: “Com Wagner, acontece-me frequentemente achar que muitas coisas parecem uma psicose do século XIX, e que não devemos infectar com ela os nossos filhos.” Este texto propõe um diagnóstico desta doença wagneriana, a partir da consciência que as próprias óperas têm do seu pendor hipnótico.