Publicação
Desenvolvimento de métodos para a quantificação da emissão de radiação infravermelha (IV)
| Resumo: | A radiação infravermelha é atualmente reconhecida pelas suas inúmeras aplicações terapêuticas. Materiais inertes com a capacidade de absorver e emitir radiação infravermelha, como óxidos metálicos, minerais naturais e respetivas misturas denominam-se de biocerâmicos. Estes materiais quando incorporados em têxteis exibem uma aparente capacidade de absorção/ emissão de radiação eletromagnética. Utilizam a radiação proveniente do espectro solar (essencialmente radiação visível), absorvendo-a e emitindo-a novamente em comprimentos de onda de menor energia, na forma de radiação infravermelha longínqua. Esta radiação é também a radiação que o nosso corpo tem preferência em absorver e emitir a uma temperatura entre os 34 e os 36 °C, segundo a lei de Wien. Posto isto, ao utilizar estes têxteis com biocerâmicos em vestuário de primeira camada, ou noutro tipo de materiais que estejam em contacto com o corpo, o que se espera é que provoquem um efeito de calor gerando um conforto térmico em quem os usa. Efeito este que deverá ser gerado pela emissão da radiação absorvida pelo nosso corpo. O presente estudo iniciou-se com o objetivo de desenvolver um método que permitisse a medição da emitância deste tipo de materiais, e desta forma provar a sua eficácia. Utilizaram-se amostras têxteis revestidas e impregnadas em laboratório com materiais que por princípio deverão corresponder a materiais biocerâmicos - óxidos de zircónio e óxidos de zinco, e três amostras têxteis contendo fibras comerciais com partículas biocerâmicas. Desenvolveu-se uma instalação experimental recorrendo a uma fonte de radiação infravermelha e a uma câmara de infravermelhos, utilizada como detetor da radiação emitida pelas amostras. Através da instalação desenvolvida foi possível verificar diferenças muito significativas ao nível da absorção e emissão deste tipo de materiais em comparação com os respetivos controlos. Conclui-se que o método desenvolvido é viável, por distinguir materiais com diferentes capacidades de emissão na gama do infravermelho e, consequentemente, por permitir perceber a eficácia dessa emissão por parte dos têxteis contendo biocerâmicos. |
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| Autores principais: | Lopes, Maria João Braz |
| Assunto: | Biocerâmicos Radiação infravermelha longínqua Emitância Têxteis Terapêutica Bioceramics Far infrared radiation Emitance Textiles Therapeutics Engenharia e Tecnologia::Engenharia Química |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A radiação infravermelha é atualmente reconhecida pelas suas inúmeras aplicações terapêuticas. Materiais inertes com a capacidade de absorver e emitir radiação infravermelha, como óxidos metálicos, minerais naturais e respetivas misturas denominam-se de biocerâmicos. Estes materiais quando incorporados em têxteis exibem uma aparente capacidade de absorção/ emissão de radiação eletromagnética. Utilizam a radiação proveniente do espectro solar (essencialmente radiação visível), absorvendo-a e emitindo-a novamente em comprimentos de onda de menor energia, na forma de radiação infravermelha longínqua. Esta radiação é também a radiação que o nosso corpo tem preferência em absorver e emitir a uma temperatura entre os 34 e os 36 °C, segundo a lei de Wien. Posto isto, ao utilizar estes têxteis com biocerâmicos em vestuário de primeira camada, ou noutro tipo de materiais que estejam em contacto com o corpo, o que se espera é que provoquem um efeito de calor gerando um conforto térmico em quem os usa. Efeito este que deverá ser gerado pela emissão da radiação absorvida pelo nosso corpo. O presente estudo iniciou-se com o objetivo de desenvolver um método que permitisse a medição da emitância deste tipo de materiais, e desta forma provar a sua eficácia. Utilizaram-se amostras têxteis revestidas e impregnadas em laboratório com materiais que por princípio deverão corresponder a materiais biocerâmicos - óxidos de zircónio e óxidos de zinco, e três amostras têxteis contendo fibras comerciais com partículas biocerâmicas. Desenvolveu-se uma instalação experimental recorrendo a uma fonte de radiação infravermelha e a uma câmara de infravermelhos, utilizada como detetor da radiação emitida pelas amostras. Através da instalação desenvolvida foi possível verificar diferenças muito significativas ao nível da absorção e emissão deste tipo de materiais em comparação com os respetivos controlos. Conclui-se que o método desenvolvido é viável, por distinguir materiais com diferentes capacidades de emissão na gama do infravermelho e, consequentemente, por permitir perceber a eficácia dessa emissão por parte dos têxteis contendo biocerâmicos. |
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