Publicação
A criança e a crise: as representações da criança sobre a crise
| Resumo: | A presente dissertação A Criança e a Crise: As Representações da Criança sobre a Crise focaliza aspetos de uma realidade vivida no país e a forma como crianças pequenas a percepcionam. Deste modo, tem como tema a crise e a criança. Nos últimos anos tem havido uma preocupação crescente em estudar as crianças e a forma como as mesmas percecionam o mundo que as rodeia. Ouvi-las, entendê-las e percebelas tem-se traduzido num maior e melhor conhecimento sobre as crianças. O objetivo da investigação é compreender as representações que crianças pequenas têm sobre a crise. Atendendo à intenção da investigação consideramos que o paradigma qualitativo será aquele que nos permite responder à nossa questão de investigação, concretizado através do método de estudo de caso e com a utilização das seguintes técnicas: a entrevista semiestruturada, o focus group e desenhos, para a recolha de dados. A investigação foi realizada num contexto préescolar de uma escola da rede pública do distrito do Porto, junto de uma educadora e de um grupo constituído por 22 crianças de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, provenientes de famílias residentes em bairros de habitação social. As conclusões desta investigação apontam para a ideia de que apesar da conjuntura socioeconómica que o país atravessou, ela não se reflecte nos discursos destas crianças pequenas, que dotaram o seu conceito de 'crise' com situações de risco, perigo ou conflito vivenciados no contexto em que se inserem. Ela emerge associada à forma como a criança vê o mundo que a rodeia e é indissociável da sua envolvência contextual. Deste modo, a 'crise das crianças' não se personifica nem dentro nem fora do ambiente escolar, e ganha um significado de problema ao espelhar vivências experienciadas no meio envolvente onde habitam, que acontecem por se tratar já de um contexto de risco e, não, por estar associado aos efeitos produzidos pela crise do país. Neste sentido, a 'crise dos adultos' não se aproximou da 'crise destas crianças'. |
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| Autores principais: | Sousa, Sofia Daniela Ferreira de |
| Assunto: | Crise Conjuntura socioeconómica Criança Infância Direitos Crisis Socio-economic conjuncture Child Childhood Rights |
| Ano: | 2017 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A presente dissertação A Criança e a Crise: As Representações da Criança sobre a Crise focaliza aspetos de uma realidade vivida no país e a forma como crianças pequenas a percepcionam. Deste modo, tem como tema a crise e a criança. Nos últimos anos tem havido uma preocupação crescente em estudar as crianças e a forma como as mesmas percecionam o mundo que as rodeia. Ouvi-las, entendê-las e percebelas tem-se traduzido num maior e melhor conhecimento sobre as crianças. O objetivo da investigação é compreender as representações que crianças pequenas têm sobre a crise. Atendendo à intenção da investigação consideramos que o paradigma qualitativo será aquele que nos permite responder à nossa questão de investigação, concretizado através do método de estudo de caso e com a utilização das seguintes técnicas: a entrevista semiestruturada, o focus group e desenhos, para a recolha de dados. A investigação foi realizada num contexto préescolar de uma escola da rede pública do distrito do Porto, junto de uma educadora e de um grupo constituído por 22 crianças de ambos os sexos, com idades compreendidas entre os 3 e os 6 anos, provenientes de famílias residentes em bairros de habitação social. As conclusões desta investigação apontam para a ideia de que apesar da conjuntura socioeconómica que o país atravessou, ela não se reflecte nos discursos destas crianças pequenas, que dotaram o seu conceito de 'crise' com situações de risco, perigo ou conflito vivenciados no contexto em que se inserem. Ela emerge associada à forma como a criança vê o mundo que a rodeia e é indissociável da sua envolvência contextual. Deste modo, a 'crise das crianças' não se personifica nem dentro nem fora do ambiente escolar, e ganha um significado de problema ao espelhar vivências experienciadas no meio envolvente onde habitam, que acontecem por se tratar já de um contexto de risco e, não, por estar associado aos efeitos produzidos pela crise do país. Neste sentido, a 'crise dos adultos' não se aproximou da 'crise destas crianças'. |
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