Publicação
Lactoferrin-loaded extracellular vesicles for colorectal cancer therapy
| Resumo: | O cancro colorretal (CCR), caracterizado por afetar o cólon ou o reto, é marcado pela proliferação descontrolada de células anormais no revestimento destes órgãos. As modalidades de tratamento primárias contra o CCR englobam a intervenção cirúrgica e a quimioterapia, frequentemente não conseguem proporcionar resultados eficazes. Assim, existe uma necessidade urgente de terapias inovadoras e direcionadas, para melhorar o prognóstico e as taxas de sobrevivência dos doentes. A lactoferrina de origem bovina (bLf) é uma proteína natural derivada do leite que demonstrou uma toxicidade seletiva contra as células do CCR. No entanto, a ingestão oral de bLf pode levar à sua degradação, reduzindo a quantidade de bLf que consegue alcançar as células-alvo, diminuindo consequentemente o seu efeito terapêutico. Para ultrapassar estas limitações, os exossomas, subtipo de vesículas extracelulares (VEs), representam uma potencial solução devido à sua versatilidade numa ampla gama de agentes terapêuticos. Nesta dissertação, procurou-se desenvolver uma estratégia para promover o potencial anticancerígeno da bLf, prevenindo a sua degradação gástrica e, assim, aumentando a sua biodisponibilidade e libertação controlada. A citotoxicidade da bLf livre foi testada em várias linhas celulares de CCR, nomeadamente RKO e HCT-116. Os exossomas foram caracterizados no que respeita à distribuição de tamanho, potencial zeta, concentração de partículas e presença dos marcadores de superfície. A incorporação de bLf nos exossomas foi efetuada por incubação direta e eletroporação, sendo esta última a que produziu maiores eficiências de encapsulação. A cromatografia de exclusão por tamanho foi usada para remover a bLf não encapsulada. A eficiência de encapsulação da bLf foi de 7,6 ± 0,4%, determinada através de UHPLC. O complexo Exos-bLf mostrou-se mais eficiente na redução da viabilidade celular de RKO e HCT-116 do que a bLf livre, apresentando também citotoxicidade mais rápida, após 24 h de tratamento. O sistema Exos-bLf foi submetido à digestão in vitro, o que permitiu confirmar que os exossomas protegeram a bLf da degradação, potenciando desta forma o seu efeito terapêutico. Após a digestão, a bLf livre apresentou uma bioacessibilidade de 69,1 ± 4,9% e uma estabilidade de 14,4 ± 1,8%. A amostra Exos-bLf, após a digestão, exibiu uma bioacessibilidade inferior a 56,8 ± 10,3%, mas uma estabilidade melhorada de 28,4 ± 2,1%. No geral, estes resultados sugerem que a combinação de bLf com exossomas é promissora para uma entrega direcionada de fármacos na terapia do CCR, permitindo uma maior eficácia e proteção da proteína contra a sua degradação. |
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| Autores principais: | Novo, Inês Maria Correia |
| Assunto: | Biocompatibilidade Cancro colorretal Exossomas Lactoferrina Biocompatibility Colorectal cancer Exosomes Lactoferrin |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso embargado |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | inglês |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | O cancro colorretal (CCR), caracterizado por afetar o cólon ou o reto, é marcado pela proliferação descontrolada de células anormais no revestimento destes órgãos. As modalidades de tratamento primárias contra o CCR englobam a intervenção cirúrgica e a quimioterapia, frequentemente não conseguem proporcionar resultados eficazes. Assim, existe uma necessidade urgente de terapias inovadoras e direcionadas, para melhorar o prognóstico e as taxas de sobrevivência dos doentes. A lactoferrina de origem bovina (bLf) é uma proteína natural derivada do leite que demonstrou uma toxicidade seletiva contra as células do CCR. No entanto, a ingestão oral de bLf pode levar à sua degradação, reduzindo a quantidade de bLf que consegue alcançar as células-alvo, diminuindo consequentemente o seu efeito terapêutico. Para ultrapassar estas limitações, os exossomas, subtipo de vesículas extracelulares (VEs), representam uma potencial solução devido à sua versatilidade numa ampla gama de agentes terapêuticos. Nesta dissertação, procurou-se desenvolver uma estratégia para promover o potencial anticancerígeno da bLf, prevenindo a sua degradação gástrica e, assim, aumentando a sua biodisponibilidade e libertação controlada. A citotoxicidade da bLf livre foi testada em várias linhas celulares de CCR, nomeadamente RKO e HCT-116. Os exossomas foram caracterizados no que respeita à distribuição de tamanho, potencial zeta, concentração de partículas e presença dos marcadores de superfície. A incorporação de bLf nos exossomas foi efetuada por incubação direta e eletroporação, sendo esta última a que produziu maiores eficiências de encapsulação. A cromatografia de exclusão por tamanho foi usada para remover a bLf não encapsulada. A eficiência de encapsulação da bLf foi de 7,6 ± 0,4%, determinada através de UHPLC. O complexo Exos-bLf mostrou-se mais eficiente na redução da viabilidade celular de RKO e HCT-116 do que a bLf livre, apresentando também citotoxicidade mais rápida, após 24 h de tratamento. O sistema Exos-bLf foi submetido à digestão in vitro, o que permitiu confirmar que os exossomas protegeram a bLf da degradação, potenciando desta forma o seu efeito terapêutico. Após a digestão, a bLf livre apresentou uma bioacessibilidade de 69,1 ± 4,9% e uma estabilidade de 14,4 ± 1,8%. A amostra Exos-bLf, após a digestão, exibiu uma bioacessibilidade inferior a 56,8 ± 10,3%, mas uma estabilidade melhorada de 28,4 ± 2,1%. No geral, estes resultados sugerem que a combinação de bLf com exossomas é promissora para uma entrega direcionada de fármacos na terapia do CCR, permitindo uma maior eficácia e proteção da proteína contra a sua degradação. |
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