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O contributo das revoluções liberais para a atualidade: ideias de mudança com estudantes do 11ºano de escolaridade

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O presente relatório de estágio insere-se na Unidade Curricular de Estágio Profissional do 2º ano do Mestrado em Ensino de História no 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, da Universidade do Minho. Enquadra-se na componente de prática letiva, numa escola secundária do concelho de Felgueiras, com duas turmas de Línguas e Humanidades do 11° ano de escolaridade. O principal objetivo do seguinte estudo é compreender como é que os estudantes pensam a mudança e os contributos das revoluções liberais para os regimes democráticos da atualidade. Este estudo é de carácter qualitativo, descritivo, interpretativo e assenta nas ideias prévias e finais dos estudantes que foram recolhidas antes e depois do planeamento das aulas. As ideias dos estudantes foram analisadas segundo a proposta da Grounded Theory, em linha com outros estudos de investigação em Educação Histórica. Com esta investigação chegou-se à conclusão que a maioria dos/as estudantes do 11° ano de escolaridade que nele participaram interpreta as mudanças de uma forma positiva, com uma tendência para interpretar a mudança história como um processo linear e evolutivo. Porém, surgem algumas ideias que expressam um pensamento um pouco mais complexo e crítico entre a realidade histórica em estudo e a atualidade. Ao mesmo tempo, os estudantes interpretaram a permanência como fatores negativos e barreiras que continuaram a existir. A maior parte das permanências identificadas pelos estudantes prendesse com os conflitos bélicos, as revoltas, as manifestações e as limitações em determinados direitos ditos universais como a igualdade e o respeito pela dignidade humana. Concluindo, os estudantes reconheceram e dão maior peso às mudanças positivas. No entanto, também reconheceram continuidades negativas, necessidades específicas de cada tempo histórico e desafios que exigem agência na mudança, especialmente relacionados com a liberdade e a igualdade, a desigualdade de género, o racismo, e a escravatura.
Autores principais:Alves, Inês Marinho
Assunto:Educação Histórica Mudança Revolução liberal Democracia Atualidade Historical Education Change Liberal Revolution Democracy Present day Ciências Sociais::Ciências da Educação
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O presente relatório de estágio insere-se na Unidade Curricular de Estágio Profissional do 2º ano do Mestrado em Ensino de História no 3º ciclo do Ensino Básico e no Ensino Secundário, da Universidade do Minho. Enquadra-se na componente de prática letiva, numa escola secundária do concelho de Felgueiras, com duas turmas de Línguas e Humanidades do 11° ano de escolaridade. O principal objetivo do seguinte estudo é compreender como é que os estudantes pensam a mudança e os contributos das revoluções liberais para os regimes democráticos da atualidade. Este estudo é de carácter qualitativo, descritivo, interpretativo e assenta nas ideias prévias e finais dos estudantes que foram recolhidas antes e depois do planeamento das aulas. As ideias dos estudantes foram analisadas segundo a proposta da Grounded Theory, em linha com outros estudos de investigação em Educação Histórica. Com esta investigação chegou-se à conclusão que a maioria dos/as estudantes do 11° ano de escolaridade que nele participaram interpreta as mudanças de uma forma positiva, com uma tendência para interpretar a mudança história como um processo linear e evolutivo. Porém, surgem algumas ideias que expressam um pensamento um pouco mais complexo e crítico entre a realidade histórica em estudo e a atualidade. Ao mesmo tempo, os estudantes interpretaram a permanência como fatores negativos e barreiras que continuaram a existir. A maior parte das permanências identificadas pelos estudantes prendesse com os conflitos bélicos, as revoltas, as manifestações e as limitações em determinados direitos ditos universais como a igualdade e o respeito pela dignidade humana. Concluindo, os estudantes reconheceram e dão maior peso às mudanças positivas. No entanto, também reconheceram continuidades negativas, necessidades específicas de cada tempo histórico e desafios que exigem agência na mudança, especialmente relacionados com a liberdade e a igualdade, a desigualdade de género, o racismo, e a escravatura.