Publicação
Agendas públicas, agendas de investigação e a prisão como objecto etnográfico
| Resumo: | A relevância social de uma investigação ou a sua “utilidade” não deve ser aferida por um padrão estritamente instrumental e não deve assentar numa coincidência necessária entre agenda pública e agenda de investigação. Como podem então ser pensados os contornos e o âmbito possível da relevância social da investigação versando sobre temas cuja percepção pública os define como “problemas sociais”? Com base na minha pesquisa etnográfica sobre instituições prisionais e em outros exemplos, proponho que esses contornos sejam sempre, antes de mais, os que decorrem do papel estruturador da teoria na investigação empírica, de molde a salvaguardar a possibilidade da renovação dos próprios termos em que os futuros “diagnósticos” desses mesmos problemas venham a ser feitos. |
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| Autores principais: | Cunha, Manuela Ivone P. da |
| Assunto: | Social problems Social relevance Ethnography Prison Theory Applied research Problemas sociais Relevância social Etnografia Prisão Investigação aplicada |
| Ano: | 2011 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A relevância social de uma investigação ou a sua “utilidade” não deve ser aferida por um padrão estritamente instrumental e não deve assentar numa coincidência necessária entre agenda pública e agenda de investigação. Como podem então ser pensados os contornos e o âmbito possível da relevância social da investigação versando sobre temas cuja percepção pública os define como “problemas sociais”? Com base na minha pesquisa etnográfica sobre instituições prisionais e em outros exemplos, proponho que esses contornos sejam sempre, antes de mais, os que decorrem do papel estruturador da teoria na investigação empírica, de molde a salvaguardar a possibilidade da renovação dos próprios termos em que os futuros “diagnósticos” desses mesmos problemas venham a ser feitos. |
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