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O embrião humano: que identidade? que estatuto?

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O embrião humano tem suscitado inúmeras discussões em todos os campos do saber. As múltiplas perspectivas sobre o início da vida humana têm acalorado mais o debate, não se perspectivando um consenso mínimo acerca da identidade do embrião e, muito menos no que diz respeito ao estabelecimento de um estatuto próprio. Ora, nesta encruzilhada ficamos à mercê das atitudes opinativas que por um lado consideram o embrião apenas um emaranhado celular, desprovido de qualquer devir, e num outro extremo uma posição de sacralização do embrião, impedindo toda e qualquer intervenção tecnológica. Julgamos que há uma necessidade imperiosa de reflectir sobre esta problemática, especialmente com as novas perspectivas no campo da investigação de células estaminais embrionárias. Apercebermos que a ciência tem um olhar sobre o embrião, tem uma metodologia que poderá não ser adequada para estabelecer um estatuto para o embrião humano. O contributo da tecnociência é imprescindível, é imparável e lança novas conquistas e desafios à humanidade. Contudo, chegamos à conclusão que caberá à filosofia e, mais concretamente à ética, estabelecer um estatuto ontológico para o embrião humano.
Autores principais:Macedo, João Carlos Gama Martins
Outros Autores:Lopes, Maria Fátima
Assunto:Embrião humano Estatuto
Ano:2008
País:Portugal
Tipo de documento:póster em conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:O embrião humano tem suscitado inúmeras discussões em todos os campos do saber. As múltiplas perspectivas sobre o início da vida humana têm acalorado mais o debate, não se perspectivando um consenso mínimo acerca da identidade do embrião e, muito menos no que diz respeito ao estabelecimento de um estatuto próprio. Ora, nesta encruzilhada ficamos à mercê das atitudes opinativas que por um lado consideram o embrião apenas um emaranhado celular, desprovido de qualquer devir, e num outro extremo uma posição de sacralização do embrião, impedindo toda e qualquer intervenção tecnológica. Julgamos que há uma necessidade imperiosa de reflectir sobre esta problemática, especialmente com as novas perspectivas no campo da investigação de células estaminais embrionárias. Apercebermos que a ciência tem um olhar sobre o embrião, tem uma metodologia que poderá não ser adequada para estabelecer um estatuto para o embrião humano. O contributo da tecnociência é imprescindível, é imparável e lança novas conquistas e desafios à humanidade. Contudo, chegamos à conclusão que caberá à filosofia e, mais concretamente à ética, estabelecer um estatuto ontológico para o embrião humano.