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Rotas saudáveis para modos suaves

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Resumo:Reconhece-se actualmente que o automóvel tem dominado as deslocações em meio urbano, de tal forma que as cidades têm sido concebidas em função dessa utilização, com claras desvantagens para outros modos de transporte. A integração de princípios de sustentabilidade no desenvolvimento urbano preconiza a diminuição da influência do transporte motorizado individual e, consequentemente, a promoção da utilização do transporte colectivo e dos modos suaves. Os modos suaves de transporte podem ser definidos como meios de deslocação e transporte a velocidade reduzida, que ocupam pouco espaço na via pública e não emitem poluentes atmosféricos nem ruído, sendo encarados como uma mais-valia económica, social e ambiental, e uma verdadeira alternativa ao veículo automóvel. A promoção da mobilidade suave tem incidido na criação de novas infraestruturas e no reforço da segurança de circulação. Dadas as suas características, a dimensão ambiental não deve servir apenas de justificação para a sua promoção, mas ser um factor decisivo e activo no âmbito da sua utilização efectiva. Esta tese tem como principal objectivo o desenvolvimento de um modelo de planeamento e geração de rotas em meio urbano. Os planeadores de rotas convencionais são maioritariamente concebidos para a realização de viagens em automóvel e têm como principal função encontrar o caminho mais curto, mais rápido ou menos dispendioso. Neste trabalho, será apresentado o modelo para a geração da melhor rota para os peões e ciclistas do ponto de vista ambiental, através da definição do caminho menos poluído, menos ruidoso e mais saudável. Tendo por base a produção de mapas de poluição sonora e atmosférica de longo prazo, o modelo propõe a contaminação das distâncias da rede, que por sua vez são utilizadas na determinação das rotas saudáveis. A validação do modelo realiza-se através do cálculo dos índices de exposição ao ruído e poluição para as rotas encontradas, em comparação com os da rota mais curta. A utilização de percursos mais saudáveis pode ser encarada como uma questão de saúde pública e da garantia da aplicação dos princípios base da sustentabilidade.
Autores principais:Ribeiro, Paulo
Assunto:Modos suaves (activos) Rotas saudáveis Mobilidade Sustentabilidade Poluição atmosférica Ruído Active (soft) modes Healthy routes Mobility Sustainability Air pollution Noise
Ano:2011
País:Portugal
Tipo de documento:tese de doutoramento
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Reconhece-se actualmente que o automóvel tem dominado as deslocações em meio urbano, de tal forma que as cidades têm sido concebidas em função dessa utilização, com claras desvantagens para outros modos de transporte. A integração de princípios de sustentabilidade no desenvolvimento urbano preconiza a diminuição da influência do transporte motorizado individual e, consequentemente, a promoção da utilização do transporte colectivo e dos modos suaves. Os modos suaves de transporte podem ser definidos como meios de deslocação e transporte a velocidade reduzida, que ocupam pouco espaço na via pública e não emitem poluentes atmosféricos nem ruído, sendo encarados como uma mais-valia económica, social e ambiental, e uma verdadeira alternativa ao veículo automóvel. A promoção da mobilidade suave tem incidido na criação de novas infraestruturas e no reforço da segurança de circulação. Dadas as suas características, a dimensão ambiental não deve servir apenas de justificação para a sua promoção, mas ser um factor decisivo e activo no âmbito da sua utilização efectiva. Esta tese tem como principal objectivo o desenvolvimento de um modelo de planeamento e geração de rotas em meio urbano. Os planeadores de rotas convencionais são maioritariamente concebidos para a realização de viagens em automóvel e têm como principal função encontrar o caminho mais curto, mais rápido ou menos dispendioso. Neste trabalho, será apresentado o modelo para a geração da melhor rota para os peões e ciclistas do ponto de vista ambiental, através da definição do caminho menos poluído, menos ruidoso e mais saudável. Tendo por base a produção de mapas de poluição sonora e atmosférica de longo prazo, o modelo propõe a contaminação das distâncias da rede, que por sua vez são utilizadas na determinação das rotas saudáveis. A validação do modelo realiza-se através do cálculo dos índices de exposição ao ruído e poluição para as rotas encontradas, em comparação com os da rota mais curta. A utilização de percursos mais saudáveis pode ser encarada como uma questão de saúde pública e da garantia da aplicação dos princípios base da sustentabilidade.