Publicação

Representações do colonialismo nos Manuais Escolares de História do 1º ciclo do ensino secundário geral no período pós-independência em Moçambique

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A imagem do colonialismo e sua abordagem foram construídas e modificadas em dois períodos distintos. Da independência nacional em 1975 até a introdução da Constituição em 1990, o colonialismo foi representado de forma dura e negativa, cujas narrativas construídas relacionavam-se com o seu caráter “explorador” ou “dominador”, “opressor”, “ambicioso”, “desumano”, “racista e discriminatório”, criador da desigualdade e da pobreza nas colónias. Por seu turno, o período subsequente, (1990 –a atualidade) o colonialismo foi e tem sido representado de forma crítica e reflexiva, com uma visão menos dicotómica e rígida que permite abordagem não apenas de aspetos negativos, mas também de positivos, tais como a herança de um conjunto de infraestruturas, a influência colonial na divisão político-administrativa, a difusão da ciência e das línguas europeias, entre outros. Estas são algumas conclusões da investigação na tese de doutoramento intitulada "Representações do Colonialismo nos Manuais Escolares de História do 1º Ciclo do Ensino Secundário geral no período pós-independência em Moçambique".
Autores principais:Jamal, Cassimo Manuel
Assunto:Cultura Estudos Culturais Investigação Portugal Sociedade
Ano:2020
País:Portugal
Tipo de documento:outro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A imagem do colonialismo e sua abordagem foram construídas e modificadas em dois períodos distintos. Da independência nacional em 1975 até a introdução da Constituição em 1990, o colonialismo foi representado de forma dura e negativa, cujas narrativas construídas relacionavam-se com o seu caráter “explorador” ou “dominador”, “opressor”, “ambicioso”, “desumano”, “racista e discriminatório”, criador da desigualdade e da pobreza nas colónias. Por seu turno, o período subsequente, (1990 –a atualidade) o colonialismo foi e tem sido representado de forma crítica e reflexiva, com uma visão menos dicotómica e rígida que permite abordagem não apenas de aspetos negativos, mas também de positivos, tais como a herança de um conjunto de infraestruturas, a influência colonial na divisão político-administrativa, a difusão da ciência e das línguas europeias, entre outros. Estas são algumas conclusões da investigação na tese de doutoramento intitulada "Representações do Colonialismo nos Manuais Escolares de História do 1º Ciclo do Ensino Secundário geral no período pós-independência em Moçambique".