Publicação
Análise comparativa da implementação e desenvolvimento dos Geoparques Mundiais da UNESCO Las Loras e Comarca de Molina de Aragón-Alto Tajo (Espanha) e propostas de gestão
| Resumo: | A Espanha é uma referência internacional em relação a geoparques. É o segundo país do mundo com maior número de geoparques, a seguir à China, e foi um dos quatro países fundadores da Rede Europeia de Geoparques (REG) em 2000. Este trabalho analisa e caracteriza o processo de implementação e de desenvolvimento de dois geoparques em Espanha, que se encontram em diferentes estágios de evolução. Com esta análise, pretende-se igualmente identificar aspectos determinantes de funcionamento e gestão que possam servir de referência para melhorar o desempenho destes, de outros geoparques e de geoparques aspirantes, não só em Espanha, como em outros países. O Geoparque Mundial da UNESCO Las Loras (GLL) localiza-se ao norte da Comunidade Autônoma (CCAA) de Castilla y León, tem uma superfície de 950 km², iniciou as primeiras atividades em 2004/05 e recebeu a distinção pela UNESCO em 2017. O Geoparque Mundial da UNESCO Comarca de Molina de Aragón-Alto Tajo (GMAT) localiza-se na CCAA de Castilla la Mancha e tem uma área aproximada de 4000 km². Após 8 anos de atividades envolvendo o Parque Natural Alto Tajo (PNAT) e o Museu de Molina de Aragón, o GMAT foi integrado na REG em 2014. Estes dois estudos de caso, com históricos distintos, características intrínsecas e modelos de gestão diferentes, permitem identificar alguns aspectos que são determinantes para o sucesso de geoparques. Sendo o patrimônio geológico um dos requisitos essenciais de qualquer geoparque, a geoconservação reveste-se de enorme importância na gestão, exigindo a presença nas equipes técnicas dos geoparques de especialistas no gerenciamento deste patrimônio. Igualmente determinante é a existência de estruturas de gestão que consigam, efetivamente, assegurar uma interligação com a comunidade e com todos os stakeholders do território, de forma a garantir um desenvolvimento integrado de toda a região. A cooperação com áreas protegidas já implementadas em geoparques é também um fator muito positivo, uma vez que, não raras vezes, as administrações destas áreas protegidas têm vasta experiência na implementação de ações de conservação da natureza e de educação ambiental, atividades que certamente beneficiam qualquer geoparque. |
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| Autores principais: | Canesin, Thais de Siqueira |
| Assunto: | Ciências Naturais::Outras Ciências Naturais |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | A Espanha é uma referência internacional em relação a geoparques. É o segundo país do mundo com maior número de geoparques, a seguir à China, e foi um dos quatro países fundadores da Rede Europeia de Geoparques (REG) em 2000. Este trabalho analisa e caracteriza o processo de implementação e de desenvolvimento de dois geoparques em Espanha, que se encontram em diferentes estágios de evolução. Com esta análise, pretende-se igualmente identificar aspectos determinantes de funcionamento e gestão que possam servir de referência para melhorar o desempenho destes, de outros geoparques e de geoparques aspirantes, não só em Espanha, como em outros países. O Geoparque Mundial da UNESCO Las Loras (GLL) localiza-se ao norte da Comunidade Autônoma (CCAA) de Castilla y León, tem uma superfície de 950 km², iniciou as primeiras atividades em 2004/05 e recebeu a distinção pela UNESCO em 2017. O Geoparque Mundial da UNESCO Comarca de Molina de Aragón-Alto Tajo (GMAT) localiza-se na CCAA de Castilla la Mancha e tem uma área aproximada de 4000 km². Após 8 anos de atividades envolvendo o Parque Natural Alto Tajo (PNAT) e o Museu de Molina de Aragón, o GMAT foi integrado na REG em 2014. Estes dois estudos de caso, com históricos distintos, características intrínsecas e modelos de gestão diferentes, permitem identificar alguns aspectos que são determinantes para o sucesso de geoparques. Sendo o patrimônio geológico um dos requisitos essenciais de qualquer geoparque, a geoconservação reveste-se de enorme importância na gestão, exigindo a presença nas equipes técnicas dos geoparques de especialistas no gerenciamento deste patrimônio. Igualmente determinante é a existência de estruturas de gestão que consigam, efetivamente, assegurar uma interligação com a comunidade e com todos os stakeholders do território, de forma a garantir um desenvolvimento integrado de toda a região. A cooperação com áreas protegidas já implementadas em geoparques é também um fator muito positivo, uma vez que, não raras vezes, as administrações destas áreas protegidas têm vasta experiência na implementação de ações de conservação da natureza e de educação ambiental, atividades que certamente beneficiam qualquer geoparque. |
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