Publicação
Fronteira, memória e narrativa
| Resumo: | [Excerto] Numa Europa de moeda única, que debate com desconfiança as virtudes e os limites de um eventual Tratado Constitucional, mas que, ao mesmo tempo, se deixa envolver em inúmeras diretivas que visam unificar e regular o quotidiano das populações, as fronteiras políticas parecem coisa do passado. O espaço da União Europeia, fragmentado em unidades políticas que em muitos casos têm uma longa história de enfrentamentos militares, surge, como que por milagre das dinâmicas económicas transnacionais, transfigurado numa unidade complexa, mas em cuja coesão e coerência — económica, política e cultural — somos instados a acreditar. A dificuldade não se restringe, bem entendido, à União Europeia. A rapidez e facilidade de circulação de produtos, pessoas e ideias, tornam mais porosas as fronteiras entre estados, ao mesmo tempo que se destrói a fantasia de uma arrumação natural de blocos culturais coincidente com as fronteiras nacionais. Porém, apesar das dinâmicas globalizadoras se terem tornado um dos temas centrais com que pensámos a contemporaneidade, há sinais contraditórios que evidenciam a complexidade da questão. [...] |
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| Autores principais: | Cunha, Luís |
| Assunto: | Fronteira política memória social |
| Ano: | 2007 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade do Minho |
| Idioma: | português |
| Origem: | RepositóriUM - Universidade do Minho |
| Resumo: | [Excerto] Numa Europa de moeda única, que debate com desconfiança as virtudes e os limites de um eventual Tratado Constitucional, mas que, ao mesmo tempo, se deixa envolver em inúmeras diretivas que visam unificar e regular o quotidiano das populações, as fronteiras políticas parecem coisa do passado. O espaço da União Europeia, fragmentado em unidades políticas que em muitos casos têm uma longa história de enfrentamentos militares, surge, como que por milagre das dinâmicas económicas transnacionais, transfigurado numa unidade complexa, mas em cuja coesão e coerência — económica, política e cultural — somos instados a acreditar. A dificuldade não se restringe, bem entendido, à União Europeia. A rapidez e facilidade de circulação de produtos, pessoas e ideias, tornam mais porosas as fronteiras entre estados, ao mesmo tempo que se destrói a fantasia de uma arrumação natural de blocos culturais coincidente com as fronteiras nacionais. Porém, apesar das dinâmicas globalizadoras se terem tornado um dos temas centrais com que pensámos a contemporaneidade, há sinais contraditórios que evidenciam a complexidade da questão. [...] |
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