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De todas as línguas se pode ver o mar: o Português e as línguas globais

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Há um conjunto de lugares comuns sobre a língua portuguesa que frequentemente são repetidos sem se fazer ideia do que verdadeiramente significam. Citações como “minha pátria é a língua portuguesa”, “da minha língua vê-se o mar” são usadas, muitas vezes, fora da contextualização e das intencionalidades com que foram produzidos e afirmações sobre o português enquanto língua global, internacional e policêntrica/pluricêntrica misturam com bastante frequência factos com idealizações sem fundamentação real. Estas “meias verdades” podem ser inócuos em contextos livres e poéticos, mas podem tornar-se inconvenientes em cenários de política linguística. Este texto procura desmitificar alguns desses lugares comuns e refletir sobre os aspetos que devem ser considerados fundamentais para a dimensão pluricêntrica da língua portuguesa.
Autores principais:Teixeira, José
Assunto:Língua portuguesa Línguas internacionais Línguas pluricêntricas Mitos linguísticos Portuguese language International languages Pluricentric languages Linguistic myths
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:capítulo de livro
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:Há um conjunto de lugares comuns sobre a língua portuguesa que frequentemente são repetidos sem se fazer ideia do que verdadeiramente significam. Citações como “minha pátria é a língua portuguesa”, “da minha língua vê-se o mar” são usadas, muitas vezes, fora da contextualização e das intencionalidades com que foram produzidos e afirmações sobre o português enquanto língua global, internacional e policêntrica/pluricêntrica misturam com bastante frequência factos com idealizações sem fundamentação real. Estas “meias verdades” podem ser inócuos em contextos livres e poéticos, mas podem tornar-se inconvenientes em cenários de política linguística. Este texto procura desmitificar alguns desses lugares comuns e refletir sobre os aspetos que devem ser considerados fundamentais para a dimensão pluricêntrica da língua portuguesa.