Publicação

Estratégia de operacionalização de governação participativa no planeamento estratégico da saúde no concelho de Vizela

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:A boa governação envolve eficácia, transparência, responsabilidade e equidade, e necessita de instituições sólidas, processos legítimos e mecanismos de prestação de contas. Por sua vez, a governação participativa envolve ativamente cidadãos e outras partes interessadas na tomada de decisões políticas e na gestão pública, garantindo a representação diversificada de interesses. O planeamento em saúde abrange a identificação, análise, formulação e implementação de estratégias e políticas para promover e proteger a saúde da população (Kickbusch & Gleicher, 2012; Haldane et al., 2019; Pantoja et al., 2017). Este trabalho de projeto investiga como a governação participativa é implementada no planeamento estratégico da saúde em Vizela. Os métodos utilizados neste trabalho são a revisão da literatura e o estudo de caso. Concretizou-se uma investigação descritiva, cuja estratégia escolhida foi o levantamento de dados qualitativos, através da realização de entrevistas semiestruturadas, a um grupo foco com stakeholders que integram o Conselho Local de Ação Social (CLAS) do Concelho de Vizela. Os resultados iniciais demonstram que os participantes possuem pouco conhecimento sobre o plano estratégico da saúde do concelho de Vizela e sobre governação participativa na área da saúde, apesar de reconhecerem a sua importância. Identificaram-se os principais stakeholders, sugerindo estratégias para incentivar a sua participação ativa. Foram mencionados desafios como a falta de recursos e conflitos de interesse, tendo sido apontadas algumas soluções. A avaliação tem um papel crucial, assim como o compromisso institucional e o desenvolvimento de capacidades, para garantir a continuidade da governação participativa. Para futuras pesquisas, recomenda-se avaliar o empoderamento da comunidade para participar no planeamento de saúde, envolvendo todos os representantes do CLAS de Vizela. Pretende-se que os resultados contribuam para o desenvolvimento e implementação de práticas mais eficazes de governação participativa na área da saúde do referido concelho através da efetivação de um Plano Municipal de Saúde.
Autores principais:Pereira, Isabel Fernanda da Silva
Assunto:Governação em saúde Governação participativa Planeamento estratégico em saúde Health governance Participatory governance Strategic health planning
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade do Minho
Idioma:português
Origem:RepositóriUM - Universidade do Minho
Descrição
Resumo:A boa governação envolve eficácia, transparência, responsabilidade e equidade, e necessita de instituições sólidas, processos legítimos e mecanismos de prestação de contas. Por sua vez, a governação participativa envolve ativamente cidadãos e outras partes interessadas na tomada de decisões políticas e na gestão pública, garantindo a representação diversificada de interesses. O planeamento em saúde abrange a identificação, análise, formulação e implementação de estratégias e políticas para promover e proteger a saúde da população (Kickbusch & Gleicher, 2012; Haldane et al., 2019; Pantoja et al., 2017). Este trabalho de projeto investiga como a governação participativa é implementada no planeamento estratégico da saúde em Vizela. Os métodos utilizados neste trabalho são a revisão da literatura e o estudo de caso. Concretizou-se uma investigação descritiva, cuja estratégia escolhida foi o levantamento de dados qualitativos, através da realização de entrevistas semiestruturadas, a um grupo foco com stakeholders que integram o Conselho Local de Ação Social (CLAS) do Concelho de Vizela. Os resultados iniciais demonstram que os participantes possuem pouco conhecimento sobre o plano estratégico da saúde do concelho de Vizela e sobre governação participativa na área da saúde, apesar de reconhecerem a sua importância. Identificaram-se os principais stakeholders, sugerindo estratégias para incentivar a sua participação ativa. Foram mencionados desafios como a falta de recursos e conflitos de interesse, tendo sido apontadas algumas soluções. A avaliação tem um papel crucial, assim como o compromisso institucional e o desenvolvimento de capacidades, para garantir a continuidade da governação participativa. Para futuras pesquisas, recomenda-se avaliar o empoderamento da comunidade para participar no planeamento de saúde, envolvendo todos os representantes do CLAS de Vizela. Pretende-se que os resultados contribuam para o desenvolvimento e implementação de práticas mais eficazes de governação participativa na área da saúde do referido concelho através da efetivação de um Plano Municipal de Saúde.