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Modelo de rotatividade entre postos de trabalho para diminuição do risco de lesões músculo-esqueléticas: estudo de caso

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Summary:Atualmente, e para além do interesse na produtividade, as organizações estão focadas no bem-estar dos colaboradores para alcançar os fins económicos estabelecidos. Neste sentido, é importante identificar os fatores que podem contribuir para os objetivos económicos e sociais das organizações. Num processo produtivo, as atividades que tenham associados fatores de risco de natureza ergonómica podem contribuir para o desenvolvimento de lesões músculoesqueléticas (LME). Este fato parece estar largamente associado ao aumento do absentismo. Por este motivo, é importante desenvolver ações que visem a diminuição do risco de LME. A rotatividade entre postos de trabalho tem sido frequentemente implementada para atingir este objetivo. Durante a implementação de um sistema de rotatividade, alguns fatores devem ser considerados: (1) fatores ergonómicos (p.e. movimentos repetitivos, movimentação manual de cargas, posturas), (2) fatores organizacionais (p.e. trabalho por turnos) e (3) fatores individuais (p.e. género, idade, antiguidade, estatura, competências). Este estudo foi desenvolvido numa empresa têxtil que produz têxteis para pneus e que teve como principal objetivo o desenvolvimento de um modelo de rotatividade entre postos de trabalho, que visasse a diminuição do risco de lesões músculo-esqueléticas. A investigação em contexto real de trabalho permitiu estudar a viabilidade de implementação do modelo. O desenvolvimento da conceptualização teórica do modelo teve como base uma revisão bibliográfica sobre os vários domínios do estudo. Foi necessário identificar e caracterizar os postos de trabalho, selecionar as metodologias de avaliação do risco tendo em consideração os fatores posturas, movimentos repetitivos e movimentação manual de cargas e de seguida avaliar o risco para as atividades identificadas. Foram analisados fatores individuais como género, idade, antiguidade, estatura, competências e alguns fatores organizacionais. O modelo de rotatividade proposto relaciona o nível de risco obtido para cada tarefa, os fatores individuais e organizacionais relevantes e as competências dos trabalhadores. Os resultados da avaliação de risco identificaram tarefas com elevado risco de ocorrência de LME em todos os Postos de Trabalho analisados. Os resultados obtidos da análise descritiva dos fatores individuais e organizacionais em estudo, evidenciaram que a existência de particularidades em cada Posto de Trabalho analisado, sugerindo-se que o modelo de rotatividade seja implementado apenas entre tarefas do mesmo setor produtivo. A análise dos resultados demonstrou que os fatores individuais como o género, idade, antiguidade, estatura, competências e outros fatores associados, são importantes para a implementação do modelo de rotatividade entre postos de trabalho. Como resultado considera-se que a implementação do modelo deve ter em consideração a análise conjunta do risco associado de LMERT e a identificação de fatores que associados ao Posto de Trabalho, possam ser condicionantes da viabilidade do modelo, esperando-se que a implementação desta rotatividade entre postos de trabalho contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de LME associadas ao trabalho, uma vez que o trabalhador irá alternar o seu trabalho entre tarefas com diferente risco de LMERT, de acordo com as suas competências e características pessoais. Este modelo contribuirá, em última análise, para os objetivos económicos e sociais da organização.
Main Authors:Fonseca, Hélia Maria Ferreira da
Subject:Rotatividade Lesões músculo-esqueléticas Ergonomia Absentismo Manual Movimentação cargas Repetividade Job rotation Musculoskeletal disorders Ergonomics Absenteeism Materials handling Repetitive
Year:2012
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:open access
Associated institution:Universidade do Minho
Language:Portuguese
Origin:RepositóriUM - Universidade do Minho
Description
Summary:Atualmente, e para além do interesse na produtividade, as organizações estão focadas no bem-estar dos colaboradores para alcançar os fins económicos estabelecidos. Neste sentido, é importante identificar os fatores que podem contribuir para os objetivos económicos e sociais das organizações. Num processo produtivo, as atividades que tenham associados fatores de risco de natureza ergonómica podem contribuir para o desenvolvimento de lesões músculoesqueléticas (LME). Este fato parece estar largamente associado ao aumento do absentismo. Por este motivo, é importante desenvolver ações que visem a diminuição do risco de LME. A rotatividade entre postos de trabalho tem sido frequentemente implementada para atingir este objetivo. Durante a implementação de um sistema de rotatividade, alguns fatores devem ser considerados: (1) fatores ergonómicos (p.e. movimentos repetitivos, movimentação manual de cargas, posturas), (2) fatores organizacionais (p.e. trabalho por turnos) e (3) fatores individuais (p.e. género, idade, antiguidade, estatura, competências). Este estudo foi desenvolvido numa empresa têxtil que produz têxteis para pneus e que teve como principal objetivo o desenvolvimento de um modelo de rotatividade entre postos de trabalho, que visasse a diminuição do risco de lesões músculo-esqueléticas. A investigação em contexto real de trabalho permitiu estudar a viabilidade de implementação do modelo. O desenvolvimento da conceptualização teórica do modelo teve como base uma revisão bibliográfica sobre os vários domínios do estudo. Foi necessário identificar e caracterizar os postos de trabalho, selecionar as metodologias de avaliação do risco tendo em consideração os fatores posturas, movimentos repetitivos e movimentação manual de cargas e de seguida avaliar o risco para as atividades identificadas. Foram analisados fatores individuais como género, idade, antiguidade, estatura, competências e alguns fatores organizacionais. O modelo de rotatividade proposto relaciona o nível de risco obtido para cada tarefa, os fatores individuais e organizacionais relevantes e as competências dos trabalhadores. Os resultados da avaliação de risco identificaram tarefas com elevado risco de ocorrência de LME em todos os Postos de Trabalho analisados. Os resultados obtidos da análise descritiva dos fatores individuais e organizacionais em estudo, evidenciaram que a existência de particularidades em cada Posto de Trabalho analisado, sugerindo-se que o modelo de rotatividade seja implementado apenas entre tarefas do mesmo setor produtivo. A análise dos resultados demonstrou que os fatores individuais como o género, idade, antiguidade, estatura, competências e outros fatores associados, são importantes para a implementação do modelo de rotatividade entre postos de trabalho. Como resultado considera-se que a implementação do modelo deve ter em consideração a análise conjunta do risco associado de LMERT e a identificação de fatores que associados ao Posto de Trabalho, possam ser condicionantes da viabilidade do modelo, esperando-se que a implementação desta rotatividade entre postos de trabalho contribuir para a diminuição do risco de ocorrência de LME associadas ao trabalho, uma vez que o trabalhador irá alternar o seu trabalho entre tarefas com diferente risco de LMERT, de acordo com as suas competências e características pessoais. Este modelo contribuirá, em última análise, para os objetivos económicos e sociais da organização.